Costa só reverte o que lhe interessa

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Reverter medidas? Que medidas?

1) A DBRS nunca classificou Portugal como lixo. E a nota daquela agência garantia o acesso ao mercado. Logicamente que a notícia da S&P é boa e esperada, mas insuficiente mediante a revisão da Moody´s. – motivo 1: crescimento económico, cuja componente é conjuntural. Já com o Governo de Passos Coelho houve crescimento económico. – motivo 2: desemprenho das exportações – estratégia escolhida por PPC, tal como o turismo; – motivo 3: melhoria do quadro estrutural macroeconómico: depois da limpeza de PPC, não havia como. Seria interessante que se parasse de usar o discurso de estupidificação das massas, comparando a crise em Portugal de 2010/2011, com o estado actual. Aliás, neste ponto há um esquecimento relativamente a idiotice da reestruturação da dívida, e surgimento do termo reversão de medidas. – Em abril de 2011 Portugal recebeu um empréstimo de 78 bilhões de euros da Troika. Para recebê-lo, engajou-se num programa radical de contenção do deficit público. Houve uma fuga de quadros para vários países, um dos quais, Angola. – As bases deste resgate foram o corte de despesas, o aumento de impostos e a privatização de empresas públicas. Com isso, o governo conseguiu reduzir o deficit público para 6,7% em 2011 e em 5,6% em 2012. – O anterior governo teve de diminuir o deficit de mais de 11% para 2,98% do PIB, isto enquanto o PIB diminuía fruto de uma recessão totalmente inevitável. – O PIB caiu 4% (no agregado dos 4 anos) o que significa que o deficit se reduziu não 7% mas uns 8% do PIB original que lhe servia de referencia em 2010. Serão reduções médias de 2% do PIB por ano, todos os anos, consistentemente ao longo de um período de 4. Algumas das medidas de Passos Coelho que alguns nunca que ousarão reverter: – Extinguiu quatro feriados – Diminuiu em 3 os dias anuais de férias. Eram 25 e passaram a ser 22. – Passou a punir as “pontes” em dias feriados. Exemplo: se o feriado é quinta-feira, as pessoas costumavam montar a ponte a sexta-feira? No máximo, o que tinham era um dia de trabalho descontado. Com Passos passaram a ser quatro os dias descontados. – Cancelou obras monumentais, e duvidosas, como o TGV que ligaria Lisboa ao Porto e o novo aeroporto de Lisboa. – Extinguiu 27% dos cargos dirigentes do serviço público e proibiu as nomeações especiais em todos os níveis da administração pública. – Extinção do “subsídio de natal”, ou “13o salário”, que era um pesadelo para toda finança pública. – As privatizações. O governo vendeu a empresários chineses as duas companhias de energia públicas, a EDP e a REN, por 3,3 bilhões de euros. Alienou a TAP. A consequente privatização desta companhia (hoje Air Portugal e por pouco da Carris (Lisboa) e da STCP (Porto), tal como do metro (esta é a grande causa da geringonça, impedir a alienação das empresas públicas ligadas a este sector. Quando isto ocorrer o Partido Comunista Português desaparecerá). – Com Passos foram “higienizados” um conjunto de bancos, dando esperança ao sistema financeiro; – Vendeu o sistema de operações aeroportuárias do país a uma empresa francesa por 3,08 bilhões. – A venda do estaleiro de Viana do Castelo. – Algumas mudanças feitas na regulação das relações de trabalho. São várias, mas elas tendem a favorecer o empregador, e não o empregado. Tal como no sector da energia. Isto captou investimento privado. – A extinção de 38% da estrutura administrativa do país, seja por meio da fusão, seja por meio da extinção, pura e simples. – Fim do “passe social” desregulado em transportes públicos e espaços culturais, para idosos e estudantes. – Fim da gratuidade em museus e espaços culturais, aos domingos. – A fusão de cerca de 400 escolas, o que diminui os custos de educação. – E mais, se Pedro Passos Coelho empobreceu o país, o seu antecessor faliu Portugal. É uma questão de lógica. Por isso, por vezes, acredito que se deveria evitar o discurso estupidificante. Quais destas medidas foram revertidas? E em que percentagem? Não vamos brincar a invencionice.

Conclusão, Costa não reverteu o essencial que faz com que hoje a Economia cresça, colhe os frutos de um modelo que não é seu. O problema, é que não sabe como potencia-lo. Depois a culpa é do “coiso”.

Júnior Alves

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