O Pântano está a voltar

Com o Mundo a mudar a velocidades rotativamente elevadas, os Países que não adoptem posturas pró-activas de reformas na estrutura da sua economia vão ser severamente penalizados no futuro. É muito bonito, fofinho e engraçado pensar-se no curto prazo espalhar-se flores bem cheirosas mas que no fim se transformam nos piores espinhos capazes de nos corroer até ao tutano. A irresponsabilidade orçamental e de política económica dos vários governos de esquerda e de direita no País, atingiu o apogeu da miséria com Sócrates, levaram ao estado em que estamos com constantes aumentos de taxas de abstenção. Dentro de poucos anos, só militantes e simpatizantes mais uns gatos pingados vão votar, talvez nesse dia o tino de certa gente possa aumentar.

Desde final de 2015 que estamos numa letargia de reformas estruturais assinalável. Fazer uma, reforma ou mudança estrutural, é adoptar políticas que atinjam determinados sectores da economia de forma a que estes apresentem um crescimento maior no médio e longo prazo e que estas tenham seguimento em governos seguintes. Não é justo para quem quer investir, que pensa sempre no longo prazo, pois quer ver ressarcido o capital investido, acabar com um reforma do IRC por exemplo e aumentar os custos desses investimento. Não é assim que se coloca um País a crescer. Não é com palhaçadas, uma comunicação social domesticada e bazófia de curto prazo que isto vai lá. As consequências de tal inacção estão a vir e bem depressa.

Os dados económicos não mentem e temos sinais já preocupantes nas nossas contas externas, ou seja, o registo contabilístico de entrada e saída de fluxos do País para o resto do Mundo. Ao querer repor rendimentos a uma velocidade incomportável, o Imperador Costa está a aumentar rendimentos acima da produtividade. Ou seja, aquilo que produzimos não chega para pagar devaneios Babilónicos Socialistas, logo tal rendimento fictício entregue à população é mais um prego no caixão nas nossas contas externas, pois assim está a sair dinheiro do País.

Em julho de 2017, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de, respetivamente, +4,6% e +12,8%. O défice da balança comercial de bens situou-se em 1 057 milhões de euros em julho de 2017, o que representa um
aumento de 446 milhões de euros face ao mês homólogo de 2016. No acumulado destes 7 meses, temos um défice na balança comercial de bens de 7,7 mil milhões de euros mais 1,8 mil milhões que o ano passado como se pode ver no gráfico abaixo:

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FONTE: INE( Instituto Nacional de Estatística)

Se este aumento do défice da balança comercial for de compra de máquinas o efeito de curto prazo é sempre negativo, mas de médio e de longo prazo não pois estamos a assistir ao aumento do valor acrescentado do bem que futuramente se vai vender e/ou exportar. Por outro lado, se for pelo cancro socialista da aquisição de automóveis e bens de valor acrescentado elevado que não tenham efeitos práticos na produção do País a nível futuro, podemos estar a voltar ao passado. E este quadro abaixo pode reflectir a situação:

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FONTE: INE( Instituto Nacional de Estatística)

No mês de Julho isolado temos  a importação de material de transporte e acessórios, destaco a importação de automóveis, a ter um crescimento bastante forte de 26%, mas no trimestre em geral, quadro direito, temos um crescimento da importação de máquinas com um crescimento bastante acentuado, logo estamos num momento de difícil avaliação. Neste momento é sinal amarelo, mas com o passar dos meses vamos ver o comportamento das outras componentes.

Se queremos crescer, dar o pontapé no socialismo de esquerda e de direita é essencial. Ponto.

Mauro Pires

 

 

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