Cantando e rindo, até ao choradinho final

Vamos lá admitir. Desde que o Governo tricolor, entrou em funções, não parece que estamos numa espécie de bebedeira avançada? Ou seja, se vem dados económicos bons atiram-se os foguetes e Pum! Se vem dados económicos desapontantes já ninguém quer saber, todos fogem, o Marcelo dorme ou viaja e o Costa vai de férias? E mandam foguetes e quem apanha as canas é sempre o Zé? Estamos agora nesta fase. Pedrógão mostrou muita coisa, que o Senhor Costa não tem estaleca nem conteúdo para ser Primeiro-Ministro.

Qualquer político é uma fofura internacionalmente fofa ao quadrado em tempos de bonança, os Estadistas só se mostram quando os tempos é para Homens de barba rija e que tenham espinha dorsal. O douto Costa não é nem uma coisa nem é outra, é simplesmente um agente maquiavélico ao seu próprio serviço usando um País para não ferir o seu enorme ego. Afinal, o douto Costa, vindo das elites Lisboetas do politicamente correcto, perdeu as eleições contra um Homem que implementou o programa de ajustamento mais severo de sempre, e mesmo assim, perdeu. Perdeu contra o Homem que com defeitos em todos os poros, sobe colocar o País acima de muita coisa, especialmente acima da gente “nova” do seu partido como: Manuelas, Pachecos, Sarmentos e Rios e hostes consagradas do socialismo democrata. Que vai de férias em Mantarrota e não tem Palácio em Sintra. Que crime que Passos faz, é do povo.

Agora vamos à Bebedeira, ou melhor, aos resultados da bebedeira mor do Reino. Os jornais económicos no seu geral, há uns dias atrás, discretamente, informaram sobre os dados do endividamento externo( público + privado) do País. É necessário olhar para as duas faces da moeda. O endividamento público é mais subjacente à República Portuguesa, ou seja, ao Estado que tem origem  dos constantes défices públicos e dividas das empresas públicas. O endividamento privado, tem origem no endividamento das empresas(privadas) e particulares(famílias).

A soma de todos estes agregados deu, no 1º trimestre de 2017, 724,432 mil milhões de euros. Repito, mais de 720 mil milhões de euros. Falamos de 385,1% do PIB. Ou seja, a nossa dívida externa ultrapassa em 3,8 vezes a riqueza anual gerada em Portugal. Se um particular singular ganhar 1000€ mês e tiver um dívida de 3850€, quer dizer que tem uma dívida de 385% face ao seu total de rendimento gerado, neste caso isolando um mês qualquer.

Sem Título

Fonte: Banco de Portugal

Reparem que, o total de endividamento em termos de rácio, ou seja, dividindo o total de dívidas(público+privado) pelo nosso PIB, a dívida até desce, em Mar-2016 estava em 392,6% do PIB e em Mar-2017 está em 385,1%, mas isto porque o PIB cresce, pois o Endividamento em termos absolutos, ou seja, em dinheiro está a aumentar. Em Mai-2016 tinhamos uma dívida total de 715,969 mil milhões de euros e em Mai-2017 de 724,432 mil milhões de euros. Imaginem agora a Economia voltar ao crescimento lento de 1,2 ou 1,3% ao ano com o ritmo de endividamento que temos, ou até recessão. Se não existem reformas, não podemos ter crescimento sustentável logo já conhecemos o nosso destino. Nem é preciso ir à Maya.

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Mauro Pires

 

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