Já se pode falar bem de Donald Trump?

Foto de: Slizard Koszticsak

Donald Trump tem uma grande qualidade que, pessoalmente, lhe reconheço: Não deixa ninguém indiferente, quer pela positiva quer pela negativa. O empresário norte-americano, agora Presidente, tem um trunfo que os povos cada vez mais gostam, não tem experiência política e não usa a táctica amorfa do politicamente correcto. O cansaço das populações de encontrarem políticos que dizem sempre a mesma coisa e associados às mesmas organizações de sempre, perguntem à maçonaria, leva a que estes transfiram votos para candidatos anti-sistema.

Agora, uma coisa é a transferência de votos para um candidato que mistura bem o carisma com alguma “tecnocracia”, outra, é transferir votos para loucos que vivem à margem da realidade, como Bernie Sanders, a socialista Marine Le Pen ou até Jeremy Corbyn no Reino Unido. Trump sabe falar para as pessoas, a sua larga experiência com a televisão e aquele espírito auto-confiante, fazem do Presidente Americano um adversário difícil de enfrentar tanto pela forma comunicativa que o faz, quer pelo meio de onde vem, porque, ao contrário de certos burocratas e rentistas do burgo, Trump criou e cria riqueza, foi à falência e reergueu-se, o verdadeiro sonho americano cumprido, porque as leis do mercado são assim mesmo, se não és eficiente eclipsaste se te modernizas e adoptas nova técnicas de produção e de gestão, podes ter sucesso e Trump teve e continua ter.

Falar bem de Donald Trump é quase um crime, a esquerda pode falar bem do passarinho Chavez, lamentarem-se da morte de Fidel Castro logo, no geral, ditadores sanguinários e determinada direita e certos liberais não podem elogiar Trump que a casa vem abaixo! Sei que tocar em determinados interesses é morte política garantida, mas ao menos Trump tem essa coragem, diz o que muitos pensam mas que não tem a vontade de exprimir.

Na Polónia, Trump fez, até agora, o seu melhor discurso de sempre. Temos que ser tolerantes sim senhora, respeitar todas as culturas e religiões, mas desde que estas nos respeitem a nós, não é nós respeitarmos os mesmos e depois levarmos com uma imposição de uma cultura que não é a nossa. Multiculturalismo? Sim! Multiculturalismo forçado? Não! E cito Trump na Polónia: ” Como a experiência polaca nos recorda, a defesa do Ocidente depende, em última instância, não só dos meios mas também da vontade do seu povo para triunfar. A questão fundamental do nosso tempo é se o Ocidente tem a vontade de sobreviver”. O Ocidente, com todos os seus defeitos, é símbolo de prosperidade, de trocas culturais e económicas de grande fulgor e respeita uma matriz cada vez mais distante dos dias de hoje: A liberdade, apesar de esta não ser total até nos Países do Ocidente.

Termino com um elogio a Trump na sua actuação em Cuba. O Presidente Americano decidiu suspender ou rasgar os “acordos” feitos por Obama. Trump fez muitíssimo bem, ao retirarmos determinadas sanções económicas, defacto Cuba pode e podia crescer, mas sempre na alça de um regime autoritário que, com mais ou menos complacência os EUA estariam directamente a subsidiar. Cuba precisa de eleições livres e democráticas, depois retiram-se as sanções. Obama quis promover a ditadura em Cuba, Trump quer liberta-la da mesma, depois a comunicação social não gosta de ouvir. Porca miséria.

Mauro Pires

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2 comentários em “Já se pode falar bem de Donald Trump?

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