E se Passos Coelho fosse Primeiro-Ministro?

O todo democrático, burgo português, tem sempre as suas diferenças disfuncionais quanto à comunicação social. António Costa tem toda uma estrutura montada para passar pelos pingos da chuva, o enxovalho socialista tem costas largas, vai do mais improvável jornalista ao comentador mais sábio do País, mais confundido como o Mago dos Domingos, vulgo Mini Mendes. Pelo contrário, Pedro Passos Coelho, está sempre a levar por tabela, se diz alguma coisa fora do establishment a “estrutura socialista” arranja-se toda por dentro para o dizimar, nada de novo.

O problema, é essa diferença de tratamentos. O Estado supostamente gerido, pelo Primeiro-Ministro usurpador, criou condições para a morte de 64 pessoas(ou mais) e centenas de feridos, o Governo Costa e os seus Ministros tiveram direito a sessão de choro, se fosse com Passos Coelho a Camarada dos Cogumelos, vulgo Katarina, estava a espalhafatar aos sete ventos, o Camarada do reumático, vulgo Gerónimo,  tinha accionado a cláusula de salvaguarda nuclear para atirar bombas contra Passos. Além disso, Passos tinha o direito a uma sessão pública de cartomante a prever-lhe o seu “horrendo” futuro. Aviso, existem sessões presenciais de cartomancia com o Professor Karamba Mendes, mas isso fica reservado para o Imperador dos afectos Marselfie reunir, antes dos “comentários” semanais, dá para costurar conjecturas.

Resumindo, Passos tem que contar somente consigo próprio, como sempre fez nos períodos mais agudos da crise. E diga-se, com sucesso! É a diferença entre um político que não é perfeito mas ao mesmo tempo reúne qualidades ímpares na política portuguesa: vertical, honesto, demasiado correcto, hombridade, determinação e coragem. Com os defeitos que lhe reconheço de poder ter ido mais longe na liberalização do País, é o político mais decente desde 1974. Já os portugueses adoram as qualidades de Costa: Chico-esperto, arrogante, ditador, convencido e equilibrista. É fácil gostar de circo, difícil é gostar de responsabilidades.

O sistema está avariado, o máquina do passa culpas está a escolher o seu alvo, ou melhor, já o escolheu, não arranjou é maneira de a passar totalmente, o sorriso Kafkiano do Sr.Costa tem que se manter, a Catarina gosta.

Até quando vamos assistir, de modo impávido e sereno, ao bullying do sistema à direita e aos liberais portugueses? Até quando temos que aturar o parcialismo esfíngico da comunicação social a Costa? Porca miséria!

Mauro Pires

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4 comentários em “E se Passos Coelho fosse Primeiro-Ministro?

  1. O que me admira mais (visto que de Costa nada espero) é o comportamento tanto de Catarina Martins que, de lobo mau passou a ovelha mais que mansa enquanto Jerónimo não está muito preocupado nem com os incêndios, nem com os materiais bélicos roubados. Gostarei de ver, quando o PS lhes der com os pés, o que é que eles fazem

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  2. Que post mais cretino, pois parece que o actual governo é o culpado da situação caótica a que se chegou. . PPC leva por tabela porque n\ao dá para mais, ninguém o suporta nem sequer dentro do partido. Resta saber o impacto de se ter ido mais além da troika na fragilização dos serviços públicos, quer em meios humanos, materiais e financeiro, ou a puta da memória é curta?

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    1. Fragilização dos serviços públicos? Olhe para os dados e veja que, em 2016, o Governo Costa colocou o investimento público ao nível mais baixo desde Salazar. Gerir uma bancarrota não é para muitos.

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