A culpa,vai morrer solteira, novamente

Vamos lá ver se nos entendemos. Respeitar as vítimas é tentar, que no futuro, as coisas corram diferente, não queremos mais mortes, mas estas só são possíveis de evitar se o sistema funcionar. Os Governos de esquerda e de “direita”, em Portugal, nos últimos 40 anos, fizeram da floresta portuguesa um caos. Somos o único País do Mundo, que se fala, numa “Época de incêndios” e fala-se disso com uma normalidade, Franciscana, tremendamente irritante.

Portugal já teve guardas florestais e “policiamento” nas florestas, hoje, não os temos e temos tudo ao abandono, desde postos de vigilância a equipamentos que podiam ser preciosos para não só, verificar a existência de “incendiários”, como proceder a uma revisão do estado da limpeza da mata, só que o Dom Estado preferiu desinvestir na área e hoje vemos os resultados. Quando se quer perceber o que aconteceu, e falo por mim, o pessoal da direita não pode fazer perguntas ou efectuar acusações, só a camarada Catarina Martins podia acusar o Governo de Passos Coelho dos incêndios no seu mandato, nós não podemos acusar o Governo de Costa de colocar os bombeiros a andar de comboio, de ter retirado a força aérea do combate aos incêndios e de ter feito cativações na área porquê? Somos menos face a eles porque raio? O Estado cria condições para a morte das pessoas no interior e querem que nos calemos?

Esta gente tem o monopólio das conversas soltas e chorudas, mas as vítimas de Pedrogão merecem que, pelo menos, este trágico acontecimento não aconteça em mais nenhum lugar do País, o problema, é que com os recursos que temos, cada vez menores, a taxação existente no sector, o limpar as matas ser crime por lei, a retirada da aviação do combate aos incêndios e como já disse acima, a inexistência de guardas florestais, fazem com que este seja o primeiro de muitos grandes fogos nesta era. O Pedrogão de hoje, pode ser a Sertã ou outra qualquer terra do interior amanhã, se o Estado não toma medidas, e se continua a dizer que:« Fizemos tudo o que for possível», então estamos condenados ao fracasso. Os políticos portugueses, no geral, não podem ser sempre aqueles que recolhem os louros, mas tem que saber arcar com as suas responsabilidades também, gente sem valores é isto.

Mauro Pires.

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