A Protecção Civil não serve para nada

Quando é que, em Portugal, vamos parar com a eterna mania, de discutirmos os problemas quando eles já nos afectam? Quando é que extinguem, uma entidade de boys partidários, que é a protecção civil, que como vemos, resolve BOLA de problemas? Qualquer um hoje se sente indignado, mas a não se resolve nenhum problema discutindo o sexo dos anjos, é agindo, e é isso que a treta dos políticos não fazem, dizem bostas soltas para no fim sair ZERO de conteúdo.

O problema essencial das florestas em Portugal é a falta de organização, a falta de ética e pudor com que o Estado trata o seu património e o excessiva taxação que este faz. Alguém que detenha uma plantação de Eucaliptos, hoje, recebe trocos para os manter, o Estado come o rendimento de quem produz, como sempre, injustamente. O ordenamento ,da floresta portuguesa, é bastante deficiente, onde já se viu uma estrada tão perto de árvores no mundo, a não ser em Países de terceiro mundo? Olhemos para esta foto de Pedrogão:

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A foto diz tudo, mas ainda diz mais, passaram-se horas até cortarem a estrada e a esmagadora maioria das pessoas morreu na estrada (dentro dos carros ou na margem da estrada). As autoridades foram totalmente incompetentes, e custaram vítimas mortais, não me lembro em tantos anos, de mortos numa estrada por incêndio, só mesmo neste País de socialismo instalado na pele e nos ossos. Para o ano, infelizmente, vamos ter outra repetição de incêndios como este se não se actua verdadeiramente, depois não venham com lirismos e abraços.

A culpa não é da trovoada seca, esta só acendeu o rastilho, a verdadeira culpa está em quem não limpou e criou condições para cuidar. Como vamos pedir aos mais idosos, que muitas vezes são proprietários de floresta, que limpem tudo? A organização de campanhas limpeza mensal não fazia mais sentido que festas líricas e festivais espalhados por Portugal a dentro?

Não sou especialista nisto, nem muita gente é, mas temos todos olhos e o comunismo e socialismo destes últimos 43 anos não ajudaram em nada na resolução destes problemas, nem governos de “direita”. Os afectos não resolvem, os papeis burocráticos e gestão “verde” também não, chama-se acção palermas! Ou estão mais entretidos nas lojas maçónicas?

Larguem a merda do social-comunismo! Ninguém vai limpar a floresta se existe perseguição fiscal. Os principais culpados são eles, os que estão no poleiro. Mais um ano a dizer:«lamentamos…»

É necessário ter engenheiros florestais no terreno, para o combate aos incêndios, assim como no ordenamento do território que, até à data, não houve. Num País onde tudo é burocrático e tudo se taxa, vejam este exemplo:   http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/florestas/agricultor-pode-pagar-multa-milionaria-por-limpar-o-proprio-terreno . Onde estão os militares a protegerem, as florestas, como noutros Países da Europa? Onde está a vigilância? O Estado Português merece ser processado.

Mauro Pires

P.S: Os meus caros leitores que me desculpem os palavrões, mas neste terra, já não existe outro modo de actuar perante tal inoperância. Os meus sinceros pêsames a todas as vítimas desta barbaridade.

 

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7 comentários em “A Protecção Civil não serve para nada

  1. Subscrevo o que foi publicado por Mauro Pires e que partilho acima. Mas além de todas as verdades que constam daquele texto, eu acrescento uma intervenção em plena Assembleia da República, à escassos dois meses, feita pelo Deputado Eng.º Maurico Teixeira Marques e que, com o conhecimento de causa que tem sobre o que é a floresta nacional, interpelou o Ministro da Agricultura Capoulas Santos exatamente sobre este tema. Chamou-lhe à atenção pelo desprezo e a indiferença com que aquele ministério, que, afinal, já teve como seu Chefe e comando durante vários governos socialistas aquele mesmo Ministro que pode saber o que é um couval, um batatal, ou mesmo um milheiral, mas nada percebe de floresta, e, muito menos, dos cuidados que requer. Afinal ele só saberá o local do seu gabinete e conhecerá a segurança da cadeira onde se deve sentar, quando eventualmente está nela sentado. De resto, o lugar dele deveria ser no terreno, tal como deveria ser no pinhal onde, tantos engenheiros agrónomos de que dispõe o Ministério da Agricultura, deveriam andar a analisar as condições em que se encontrar os acessos para que numa emergência estival os bombeiro lá chegassem com mais facilidade e rapidez. A limpeza, tantas vezes prometida aquando do desenrolar dos incêndios que todos os anos vêm passar o verão a Portugal, talvez porque este País dispõe de boas condições para a progressão dos incêndios, sejam provocados pela natureza, quer seja desencadeados por mãos criminosas. Já não é a primeira vez que ouço interpelações feitas ao Ministério da Agricultura sobre tão grande problema nacional. Claro que após os incêndios, e depois de ardidas várias viaturas e material acessório para o combate aos fogos, vêm a terreiros os políticos de vários ministérios, ou o chefe do governo e ainda o Presidente da República, para, ao jeito de propaganda eleitoral, prometerem, mais uma vez, a tomada de medidas ditas radicais para a eliminação da maioria das causas dos incêndios florestais. Todos nós portugueses, ainda temos bem presente o que o ano de 2016 a nível de incêndios de norte a sul do País. Pois já quase todo o País ardia, quando a Ministra da Administração Interna, que se encontrava de férias no Algarve e não estava disposta a suportar o calor, a não ser junto da beira mar, só muito mais tarde e depois de algumas criticas públicas é que então de deslocou a alguns locais a fazer de conta que estaria com os bombeiros, em aparente solidariedade, e deixando, como é habitual algumas promessas para reparar alguns danos em viaturas, aparelhos e ajudar as famílias dos bombeiros falecidos nos combates aos fogos, deixando mulher e filhos entregues ao seu destino depois da sua morte. Quanto às ajudas ás famílias duvido que lhes tenha chegado algum subsidio vitalício, como tanto usam os praticantes de carreira na politica. Sobre os danos materiais, sei que ainda à poucas semanas os Bombeiros do Distrito de Setúbal se manifestavam contra o abandono a que tinham sido votados, e que, a haver incêndios não iriam estar presentes porque nem sequer dispunham de viaturas para se fazer deslocar. O mesmo aconteceu com os Bombeiros da zona urbana de Lisboa que foram enviando recados públicos de que não iriam desfilar na praça pública num desfile a realizar em Lisboa. Ainda sobre a falta de viaturas para o transporte e ataque aos fogos, de que também se queixam os comandos dos Bombeiros, foi-lhe dada uma sugestão pelo 1.º ministro nomeado, António Costa, afirmando que se poderiam deslocar de autocarro ou inclusive de comboio. Esta foi de bradar aos céus!
    Hoje, em face dos acontecimentos havidos na zona de Pedrogão Grande e nos concelhos limítrofes de Góis, Pampilhosa da Serra e outros, servidos pela AE 8, que nenhuma autoridade teve a iniciativa de fechar ao transito muito mais cedo e antes de nela circularem a maioria dos carros, que lá ficaram carbonizados, juntamente com os seus ocupantes, assistimos á ida e á entrevista do Presidente da República e de um Secretário de Estado, mas não vimos, de novo, a Ministra do A. I., talvez para não se comover com a realidade e dizer uuuuiiiiiiii !
    Mais tarde chegou o 1.º ministro António Costa que ficou á distancia do centro nevrálgico das operações, porque nessa altura – finalmente – já tinha fechado a AE8 ao transito. Temos, mais uma vez, um inicio de ano estival a marcar a maior tragédia jamais vivida em Portugal. Como é habitual, depois de contados os mortos e calculados os prejuízos, vamos assistir, além das lágrimas de crocodilo, a mais algumas promessas às famílias das vitimas. Mas o que ninguém lhes vai dar É VIDA! Mesmo assim, e também à semelhança do que já é tradicional, as promessas vão ficar solteiras. Mesmo que o senhor Deputado Eng.º Maurício Teixeira Marques continuem em plena Assembleia da República a alertar o Ministro Ca…poulas das carência das zonas interiores do que seria um belo País, lindo e verdejante, não fosse a inércia dos políticos responsáveis.

    Curtido por 2 pessoas

  2. Eu estou de acordo com algumas coisas aculpa vai morrer solteira para o ano vamos ter os mesmos problemas ninguém faz nada para evitar estas tragédias os nossos governantes não tem capacidade para enxergar os problemas do país que são urgentes para o bem viver das pessoas eu governava o país melhor que os 5 últimos primeiros ministros

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  3. VAMOS PLANTAR UMA ÁRVORE EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS E EM DESAGRAVO DA NATUREZA!
    Proposta de iniciativa

    Esta é a hora da tristeza, da reflexão e do silêncio. A catástrofe de Pedrógão Grande poderá unir-nos, na solidariedade com a natureza, com as famílias e com os mortos; uma solidariedade integral pode despertar em nós energias reforçadas que também nos leve a plantar árvores por todo o país em desagravo pela natureza e como oração pelas pessoas vítimas do incêndio.
    Todos nós temos uma lágrima a derramar devido à maneira como temos tratado a natureza! Choremos e enterremos os mortos! Como povo, para que as nossas lágrimas não caiam em terra seca, esta seria a hora de todos plantamos árvores por todo o país! Esta seria uma forma concreta de reparação nacional e uma maneira de nos acordar para a gravidade da natureza ofendida! Quando ela sofre, sofremos todos; ela é a nossa casa e também nossa mãe e irmã! Vamos plantar uma árvore!

    UMA PROPOSTA PARA O CONCELHO ATINGIDO

    No concelho atingido pela catástrofe, a Câmara municipal poderia elaborar num lugar determinado, um monumento constituído por 64 árvores plantadas (lembrança dos mortos) e ao lado de cada árvore uma pedra como símbolo de algo que permanece (Árvores tradicionalmente bem portuguesas são o sobreiro, a oliveira (símbolo da paz) e o pinheiro).

    António da Cunha Duarte Justo
    (Presidente da ARCÁDIA – Associação de Arte e Cultura em Diálogo)
    Pegadas do Tempo, http://antonio-justo.eu/?p=4334

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