Como a OCDE deu uma pantufada a Costa

Vamos lá por pontinhos para canhoto entender:

  • O que é que um político de, esquerda ou de “direita”, em Portugal, faz quando as previsões de uma instituição internacional não são boas? Desvalorizam tais relatórios e dizem que as instituições não tem credibilidade. António Costa é o caso mais paradigmático, a OCDE baixou as perspectivas de crescimento económico para 2016, em Junho, e Costa logo se apressou a desvalorizar a instituição.
  • Se as perspectivas melhoram, porque derrepente, todos os agentes económicos se apercebem que o Governo Costa diz uma coisa e faz outra, logo é fogo de vista e diabo a quatro, começam todos a lançar os foguetes, resta depois o Zé apanhar as canas. Oportunismo? Não! Costices.

Existe sempre, quase sempre, influência de um governo no crescimento económico do País, os gastos do Estado entram para as contas nacionais, neste caso, o consumo publico que não é mais que a aquisição de bens e serviços para o funcionamento da administração pública. O que se quer, então, é que um governo tenha cada vez menos influência nos resultados económicos do País e que se deixe a livre iniciativa privada funcionar e que o Estado não meta o bedelho. Mas em terras de Lusitânia o Estado intromete-se sempre, seja em regulações, taxinhas e burocracias.

Este Governo teve influência no crescimento económico do País, conseguiu assustar os investidores no 1º semestre de 2016 onde a economia abrandou, recuperando nos meses seguintes pois este levou uma pantufada de Bruxelas, o tal plano B que se dizia que não existia e também porque todos se aperceberam do pragmatismo chico-esperto de Costa, o que ele diz nunca é para levar a sério.

O País não foi ao charco porque houve uma continuação das políticas de austeridade, e ainda bem, a despesa pública caiu, apesar de modo conjuntural não estrutural e houve um aumento de impostos a nível indirecto que consumiu qualquer reposição de rendimentos a aqueles que ganham salários médios-baixos. Se a austeridade era uma treta no tempo de Passos, hoje é a vaca sagrada de Costa, a condição de sobrevivência do mesmo.

Se Costa queria puxar a brasa à sua sardinha, na questão do crescimento, saiu-lhe o tiro pela mioleira. A OCDE, como qualquer pessoa que acompanha os temas económicos sabiam, diz que o actual crescimento deve-se a políticas estruturais que foram implementadas e que potenciaram o crescimento económico. Ora, Costa adoptou alguma medida estrutural? BOLA! Estamos a falar do tempo de Passos Coelho. Isto não é dizer quem fez bem ou quem fez mal, ou ainda quem se portou melhor ou não, simplesmente é a verificação da verdade, em nada este Governo contribuiu para o actual crescimento económico. Para quem dizia que a:« Aposta nas exportações era o modelo errado», hoje aproveita-se dele e coloca-se num pedestal. Isto é pior que hipocrisia.

Um dos problemas para encontrar contradições com o Costa de 2015 com o Costa de 2017, é o mesmo problema do cenário macroeconómico ter desaparecido da net de igual forma. O apagão socialista lava mais branco.

Mauro Pires

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