Os cacos do sistema político Português

Em 43 anos de democracia temos almas mortas no parlamento, na sua generalidade, a defender o que sempre defenderam para os seus bolsos e para os seus comparsas, menos para o País. O socialismo Português é algo desesperante, resiste ás rugas do tempo e a todos os abalos internacionais, o PASOK(PS Grego) na Grécia levou o seu País à pré-bancarrota e foi completamente dizimado nos anos seguintes, hoje nem chega aos 4% das intenções de voto. Por essa Europa fora, os restantes partidos socialistas estão em crise, em crise de valores próprios, morais, éticos e na vertente económica que defendem(agora ainda mais socialista).

Aqui no burgo, onde todos os milagres acontecem, o PS continua de pedra e cal apesar da derrota humilhante nas eleições legislativas de 2015 que António Costa nunca esquecerá. Vai lhe roer para toda a vida, especialmente pelo facto de não ter anunciado antecipadamente o conluio governamental de canhotos em série no parlamento. Fez tudo nas costas do povo português, como já é hábito de António Costa, fazendo o sempre actual sorriso cínico de cobra cascavel de chico-espertice mor.

Agora o que podemos perguntar é: como o PS português não cai na desgraça,depois da bancarrota mais grave da nossa história, e de termos tido um discípulo de Calígula no poder, falo de José Sócrates. Podemos dizer que a renovação de líderes trazem novos conhecimentos, uma nova forma de actuar e talvez mais transparente, o problema é que António Costa é uma réplica de José Sócrates só que mais inteligente.

O socialismo em Portugal tem raízes profundas, começam na escola, o famoso marxismo escolar e está a alastrar-se para as faculdades. Depois temos o polvo da comunicação social e de seguida a vaca sagrada do PS: a função pública, que é alvo constante de assédio eleitoral do PS. Felizmente nem todos vão na cantiga, mas a máquina está muito bem montada.

Isto resolvia-se com uma direita unida, forte em convicções no que defende e com uma verdadeira máquina de comunicação, coisa que nem PSD nem CDS tem. O politicamente correcto assombra a direita portuguesa, desde sempre, para conquistar o espaço eleitoral não basta a bancarrota, porque ela defacto vem, mas depois o ciclo repete-se: a direita resolve, o PS gasta. Desta vez tem que ser o PS a resolver. A direita em Portugal tem que ser liberal, não socialista, chega de sapos ideológicos e de jogadas de bastidores. Portugal precisa de uma renovação, de cima a baixo, com políticos competentes e  que tenham sentido de Estado. Não basta Passos Coelho no PSD ou Adolfo Mesquita Nunes no CDS, tem que haver muitos mais.

O liberalismo Português não tem que discutir Rousseau ou filosofias complexas, o povo não gosta disso, gosta de pragmatismo que lhe falem nos olhos e com carisma, coisa que falta aos liberais portugueses: carisma e politicamente incorrecto. Pelo menos é a minha visão, há quem discorde mas vejo assim as coisas. O PCP, o BE  e o PS deturparam o conceito liberal, cabe aos liberais farejar os abstencionistas e desiludidos, mas claro, de modo a que estes percebam.

Mauro Pires

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