O diabo não precisa de vir, já cá está

O fofinho da comunicação social e de outras organizações, António Costa, é o marajá protegido dos interesses instalados do País. Todas as gafes gramaticais, até envergonham Jorge Jesus, são escondidas do grande público e derrepente temos que ver o “prolema” que são os “debates” na Assembleia da República, para conseguirmos identificar tais calinadas dignas de um usurpador de poder. Apesar das calinadas, não é isto que interessa em questão, o problema superior é a evolução tremendamente preocupante da dívida pública portuguesa que já subiu mais de 11,5 mil milhões de euros face ao mesmo período do ano passado.

Vamos a números e gráficos em concreto, um dia prometo explicar em vídeo, é sempre menos maçador.

Sem Título

Ora temos na esquerda a periodicidade mensal da publicação das estatísticas da dívida pública e na direita, a sua evolução. Segundo as estatísticas do Banco de Portugal divulgadas para a dívida em Abril de 2017, esta situava-se em 247,437 mil milhões de euros no seu mês homólogo(mesmo mês do ano anterior), esta situava-se em 235,936 mil milhões de euros estamos a falar, então, de um aumento de 11,5 mil milhões de euros qualquer coisa como 6,8% do PIB. A comunicação social estas contas não faz, é a imparcialidade que temos.

Imaginemos agora que o PIB cresce 2,5% e a Inflação 2,5%(muito improvável), mas isto tudo junto tínhamos um crescimento nominal(PIB+Inflação) de 5% do PIB, inferior então ao aumento de 6,8% do PIB da dívida pública, e estou a abordar um cenário optimista para a inflação e a dívida ainda não está fechada, podendo aumentar mais até ao final do ano. Depois começo a raciocinar, com que lata vem António Costa em pedir um aumento de rating com uma das variáveis mais importantes e que mede a saúde das finanças públicas, se estar a degradar a olhos vistos? Hipocrisia? Charlatanice? Não sei, mas só sei é que percebe BOLA de números, repito BOLA!

As agências olham para a dívida pública porque na mesma podemos inserir trafulhices orçamentais que não se coloca em défice, logo fazem bem em estar receosas pois com o défice mais baixo da “história da democracia”, tínhamos que ter a dívida estancada ou a cair e isso não acontece. Suspeito que voltámos ao tempo Socrático em que se regista determinadas despesas em dívida, lançando-as não se registando em défice. Daí eu achar que este défice é uma imensa aldrabice, desculpem-me a sinceridade. Se a dívida não descer trimestres sucessivos e com consistência, não há aumento de rating para ninguém, e com as compras do BCE a não serem eternas e as bases da Economia Portuguesa não estarem completamente sólidas por ausência de reformas, o marasmo pode estar perto.

O diabo é António Costa, Passos Coelho acertou em cheio no nome, apesar de ter dito cedo demais o que lhe prejudicou em sondagens. O que se quer é políticos reformistas e com espinha dorsal e Costa nem 1% disso tem. Da esquerda à direita pouco ou nada se aproveita, mas faça-se tributo a Passos Coelho que ao menos diz o que tem que ser feito por mais que a realidade doa. Um dia o Tetra dar-lhe toda a razão, a ele e a muitos analistas e bloggers que não compactuam com a podridão.

Mauro Pires

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