A economia cresce APESAR do governo

Portugal cresceu 2,8% no primeiro trimestre graças às exportações e ao investimento, estando as famílias a consumir menos (e sabendo nós que o investimento público esteve em mínimos históricos). Este governo, que herdou uma economia num nível já muito avançado de recuperação, começou a sua aventura com um discurso keynesiano de promoção do consumo e do investimento público, mas assim que viu que a economia não estava a responder mudou para o chip anterior.

Agora esteve governo anda por aí a vangloriar-se dos números como se sempre tivesse apoiado as exportações e o crescimento pelo investimento. Isto sem falar dos seus parceiros de extrema-esquerda que sempre menosprezaram quer as exportações quer o investimento. Quem não se lembra de Catarina Martins a dizer que crescimento pelas exportações era uma treta, da sua aversão ao investimento estrangeiro em Portugal porque os interesses estrangeiros iriam dominar o país ou do imposto Mortágua? Em relação ao PCP e ao seu ódio ao capital nem é preciso dizer coisa alguma.

Este crescimento de 2,8% é bom para o país e é o melhor resultado para o governo até agora. Como escreveu há uns dias o José Paulo Miller no blog Tempos Livres “A miniorquestra que tocava enquanto se dava o naufrágio do “Titanic” é, em solo nacional, composta por António, Jerónimo, Catarina e Mário. E o que é que esta banda nos proporcionou até agora?” Se virmos bem em 2016 a economia cresceu 1,4% (o PS chegou a prometer 2,4%), tivemos um défice de 2,1%, a dívida pública em 130% do PIB… nenhum número bom sequer. A grande diferença é a comunicação que se faz destes números e aí a Máquina do governo com os media tem estado a trabalhar bem. Se os números seriam maiores com o governo anterior? Nunca saberemos, mas a comunicação e a promoção que se faz dos mesmos seria certamente diferente. O que sei é que a economia do país cresce APESAR do governo e não graças ao governo. É a iniciativa privada a fazer crescer o país, o governo seja este ou outro só tem é de sair da frente.

PS: O governo tenta uma coisa e o país cresce graças a outra. Seguindo esta lógica, talvez se o governo tentar aumentar o défice ainda acabe a baixar a dívida pública. Ironia, mas quem sabe!

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