Será Donald Trump o novo fundador do projecto Europeu?

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Há quem goste e quem não goste de Donald Trump. Não é consensual entre socialistas, afecta-lhes o establishment, e é uma incógnita para os liberais. Trump tem neste momento em curso das maiores reduções de impostos da história dos Estados Unidos. Tem programas de flexibilização e de eliminação de regulações, logo menos Estado,  e é Pro-Bussiness. A redução da despesa pública, resta saber a decomposição, ou seja, como é feita, vai cair em torno de 3 triliões de dólares( Ou 3 biliões em termos europeus), podendo assim ressarcir parte da eventual quebra de receita, adjacente, da redução de impostos a efectuar. Até aqui, Donald conquista os liberais, acho eu. Pelo menos é mais liberal, nestes pontos, que muitos políticos Europeus: António Costa, Tsipras ou até Juncker são líderes Venezuelanos Maduristas comparados com ele.

O problema base, se calhar, é a aposta no investimento em infraestruturas e renovação das mesmas, podemos suscitar dúvidas aqui e igualmente nos acordos de comércio livre. Mas de resto, é um programa equilibrado a todos os níveis, dando na educação, por exemplo,  liberdade de escolha,  coisa que o Estado Socialista Português quer retirar e eliminar. O problema de Trump é não ser do sistema político, pois Trump faz parte do sistema empresarial Americano e “mexia-se” relativamente bem na política, antes de chegar efectivamente à mesma, um chico-esperto pragmático, diga-se.

Fruto da sua inexperiência em cargos governativos, Trump olha para o sistema governativo Americano e o País, como de uma empresa se tratasse. Tem claras consequências a nível do que é o teatro político e aqueles joguinhos que hoje se fazem. Mas não interessa, em nada, ao americano comum que preferiram um empresário nos destinos do País, do que o establishment maçónico Americano. Os políticos têm que comunicar de uma outra forma, a táctica da cartilha e do discurso enfadonho acabou, Trump é carismático, dá calinadas? Dá! Não pertence ao clube dos fofos da esquerda? Não! Mas foi o que os Americanos escolheram, e a democracia e o sistema eleitoral Americano, segundo os canhotos, tem que ser respeitada, pelo menos se a democracia incluir a sua estirpe.

O processo da retirada, não total,  Americana de determinadas guerras e concentrar-se no essencial, é um bálsamo para o projecto Europeu, pelo menos para aqueles que o querem. A Europa não pode ser um gigante com pés de barro, tem que ter defesa comum, ou seja, um exército Europeu, e aí, Donald Trump, tem toda a razão. Todos os Países, pertencentes à Nato, tem que efectivamente gastar em defesa 2% do PIB, coisa que muitos poucos Países atingem na Europa, ou quase nenhuns. E isto é típico do socialismo Europeu, querem que nos defendam e os outros pagam, não temos emenda. Logo, o processo de retirada Americana, pode levar a Europa a concluir uma das fases de integração económica: Os Estados Federados Europeus, com orçamento comum e com um Ministro das Finanças europeu.

Pelo menos Portugal seria gerido de fora, prefiro entregar as chaves da governação à Europa, os socialistas Portugueses não tem um currículo invejável de gestão das finanças públicas. Os Estados Unidos da Europa são um projecto bastante interessante, mas não pode ser um monstro balofo burocrático, cheio de regulações e legislações. Sabemos que é pedir muito, mas criem um verdadeiro projecto de liberdade.

Mauro Pires

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