O Provincianismo Português

madonna1

 

Já não era tempo, a comunicação social Portuguesa, largar o tema Madonna. Só demonstra, a queda a pique, da qualidade dos nossos media e da maior demonstração do que é o Provincianismo Português. Eça e Fernando Pessoa, bem tentaram, até escreveram livros a explicar tal “doença”, mas de pouco valeu, a histerismo lusitano continua, e continuamos cantando e sorrindo. Pessoa dizia,nos seus livros, que o povo português tinha a eterna mania de admirar as outras capitais Europeias, com Paris no centro das cabecinhas, e só como ele bem dizia:« Um parisiense não admira Paris; gosta de Paris. Como há-de admirar aquilo que é parte dele?». Sempre tivemos esse tique irritante de “admirar”, o que é estrangeiro, ficamos com os olhos a reluzir, até na categoria dos automóveis, há pessoas que deixam de fazer refeições de qualidade só para pagar a prestação do Mercedes.

Ou seja quem não tem problemas consigo próprio, quem tem a cabecinha nos sítio, quem não é um deslumbrado provinciano, não atribui importância ao que faz, por exemplo, ninguém atribui importância ao que produz. Quem não produz é que admira a produção, isso é típico do socialismo português, abusam e usam do sector privado para pagar as suas festas e depois fazem discursos elogiosos.

A presença de Madonna em Portugal, foi um dos auges de tanto tique provincianista, cada tiro cada melro, não havia um único dia sem a bajulação mediática e sem a tal “admiração” típica portuguesa. Se Madonna estivesse em Londres ou Paris, não havia tanto alarido, ou até nenhum, porque é tratado como normal, aqui, se for preciso, ficam todos excitados e com tremeliques. Não passamos disto, pão e circo, estamos, como disse num artigo em que Schauble elogio(ironia de Schauble) Mário Centeno, todos com as mãos no ar a balançar da esquerda para a direita com ar de ganzados. Infelizmente é esta a nova realidade portuguesa, não se fala das reformas a efectuar, da insustentabilidade da segurança social, nada. Só circo, mero circo, no tempo de Passos Coelho eram cantinas sociais a encher, diziam eles, hoje acontece o mesmo, e já ninguém fala nada. A cor política da comunicação social portuguesa é lixada.

Vamos, infelizmente, continuar na mesma senda de circo, revistas cor de rosa e crescimentos conjunturais, pelo menos até à próxima recessão, até lá, os afectos são o centro de Marcelo e Costa. Quando a realidade acabar por se impor, um dá de frosques e outro não se recandidata. Triste senda a nossa…

A nova era, gerigonçada, é a era do arco-íris, dos sorrisos cínicos do senhor Costa, da paz podre Arménizada e da confi”ança”. Cheira a 2011.

Mauro Pires

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s