Para reformar o País, reforme-se primeiro o esqueleto.

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No seguimento, deste meu artigo sobre o crescimento económico do País, queria aprofundar, ainda mais a temática das reformas estruturais em Portugal. Hoje fala-se de pão e circo na comunicação social, Salvador Sobral é homenageado na Assembleia da República e Tony Carreira, em tantos anos de serviço e de levar o nome de Portugal a todo o lado, nunca o foi, se Salvador tivesse ganho a Eurovisão, no tempo de Passos Coelho, já certos sectores da sociedade falavam coisas abomináveis para o rapaz, já que a esquerda tem esse monopólio, não me admiraria que o fizesse. Fala-se disto, como se fala da Madonna em Portugal, estamos entregues a isto, a notícias de fraque, ninguém discute que daqui a uns anos, a Segurança Social não tenha dinheiro para pagar reformas, ou como manter o actual crescimento de 2,8% de forma  sustentável, e não de forma esporádica.

Um dos factores de tantos actos circenses gratuitos, é agora que o Cardinali vai à falência, é o actual Governo Social-Comunista quer somente sobreviver, fazer a festa e distribuir para as clientelas, para provocar uma crise política para Costa ganhar eleições com maioria absoluta, as contas do País já não aguentam tanta sobreorçamentação e adiar pagamentos aos fornecedores, o défice não aguenta ficar muito mais tempo mascarado. Se queremos reformas,  e mudanças estruturais a sério, primeiro temos que mudar o plano institucional e constitucional que vivemos. Não podemos ter ciclos de Governo de 4 anos e Presidente da República de 5, sempre achei que os Governos devem governar 6 anos e o Presidente da República ter um só mandato de 7 anos. Retirar a influência dos ciclos eleitorais na política económica e orçamental é prioritário para o nosso burgo se reformar, os políticos portugueses tem a mania, eterna, de fazer reformas nos primeiros 2 anos e meio, e no restante mandato distribuírem flores eleitorais para amenizar a coisa, Passos Coelho reformou de 2011-2014, em 2015 houve uma gestão política eficaz para ganhar eleições, e fez bem , ganhou, só não ganhou com maioria devido ao grande aumento de impostos, mas para quem recebeu o País sem um tostão no bolso, e poucos tiveram a coragem de avançar, foi um trabalho hercúleo.

Ter governos com duração de 6 anos, vamos excluir a geringonça da equação, é essencial para adotarmos políticas sectoriais de longo prazo que possam aumentar o potencial de crescimento da economia, permite cortar despesa pública de um modo mais fácil, sem influenciar muito o ciclo eleitoral, e diminuir a dívida. Agora é pedir aos três maiores partidos que se entendam e se reúnem numa mesa, para alterar a constituição, mas derrepente lembro-me que temos um hernesto a líder do PS.

Não basta alterar os ciclos eleitorais, é necessário mudar o modo como se elegem deputados neste País, eu particularmente, gostaria de escolher o meu deputado, olhando para o seu currículo e experiência, para depois não ter que aturar Joãos Galambas no parlamento, colocar os círculos uninominais na mesa para discutir é importante. Além disso, tenham a coragem de ilegalizar a maçonaria no parlamento, sabemos o poder que esta tem nos “bastidores” deste País, talvez certas influências acabem. Mas isto já é pedir que a República Portuguesa tome juízo, não sei se é concretizável.

Mauro Pires

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