Querem mais que 2,8%? Reformem!

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No meu artigo, de ontem, abordei ligeiramente esta temática deveras importante, que merece muito mais atenção que certa politiquice barata. Vamos ao ponto, Portugal é dos Países a nível Mundial e Europeu com a taxa média de crescimento económico mais baixa, só o Japão e a Itália se comparam a nós, nós estagnámos neste século essencialmente porque não aproveitamos os ventos favoráveis vindos da Europa, tínhamos um Mundo em crescimento e em constante abertura económica, uma Europa com taxas de juro cada vez mais reduzidas e logo, mais e melhores condições de financiamento, Portugal foi um doente com uma doença de fígado que continuo a beber, ou melhor, o Estado e a ideologia socialista vigente da esquerda à direita, não fizeram nada para reformar o País. Somos muito bons na lábia, a dizer que vamos fazer, adoramos e fazemos sorrisos cínicos lá para fora e fazemos-nos de Chico-espertos, depois colhemos sempre o que plantámos.

A Economia Portuguesa, é das mais flexíveis da Europa, no meu ponto de vista é das que reage melhor a mudanças estruturais foi por isso que o sector privado português transaccionável operou das grandes transformações estruturais que nos permite hoje, sustentar o nosso crescimento num modelo saudável, mas que não está completamente trabalhado nem potencializado.  Apesar de tudo, temos vários  problemas estruturais ainda por resolver:

  •  Beneficiamos as chamadas empresas “campeãs” do regime, empresas ligadas ao seio político(entre outros…), e que são rentistas ou monopolistas.
  • Outro, é a  grave descapitalização das nossas empresas e o stock de capital fixo negativo, ou seja, o que estamos a investir não chega para compensar o capital fixo(máquinas por ex.) já gastas, o que impede ganhos de produtividade e economias de escala,
  • Uma carga tributária completamente fora da realidade, com incidência para os vários impostos directos e indirectos mais taxinhas  que mais não servem para alimentar o Estado gordo que temos, e aumentar ainda mais os custos de contexto. É prioritário baixar drasticamente a taxa de IRC, eliminar licenciamentos e burocracias se queremos mais investimento.
  • Houve um grande foco nos bens não transaccionáveis(construção, restauração..), durante muito tempo, essas actividades, especialmente a construção, cresciam com base em dívida, logo a aumentavam a nossa dívida privada e externa no seu global, a sua queda com a crise de 2007-2009 deu azo as transformações estruturais no nosso sector produtivo de uma forma significativa.
  • Fraca intensidade tecnológica dos nossos bens que vendemos ao exterior, ou seja, com reduzido valor acrescentado, traduzindo vendemos barato compramos caro, daí o nosso desequilibro crónico da nossa balança comercial de bens, que apesar de tudo, desceu de uma forma significativa durante o período de ajustamento com as importações a ajudar, mas igualmente com o valor acrescentado e as próprias exportações a aumentarem.

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Como podem os caros leitores ver, de 2009 a 2016 temos um aumento significativo do peso das exportações no PIB de 27% em 2009 para 40% em 2016, com projecções favoráveis para futuro, quando o Estado deixa o sector privado trabalhar e não se mete à frente, os resultados são fabulosos. Temos que aprender umas coisas em Portugal com a Alemanha, os principais partidos portugueses tem que se entender para pactos de regime, tem que liberalizar a economia portuguesa, ou seja, reduzir verdadeiramente a despesa pública estruturalmente, diminuir e eliminar impostos, eliminar burocracias e licenciamentos, eliminar taxas sobre a poupança, se queremos aumentar a poupança interna e o investimento nacional.

Não é difícil fazer a economia portuguesa crescer, o difícil é deixarem a politiquice e os socialismos de lado, enquanto que temos António Costa que acredita numa economia puxada pelo consumo interno e nos multiplicadores Keynesianos, e que cinicamente diz que o crescimento actual é obra dele, não vamos a lado nenhum, pois nem ele vai potenciar o actual modelo de crescimento económico de Passos Coelho, nem vai fazer reformas, pactos de regime fazem-se com gente honesta não hernesta. Resumido, deixem-se de tretas e politiquice e reformem, Costa tem muito a aprender com Passos Coelho(este também tem que melhorar)

Mauro Pires

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