O Português de segunda e o burro de carga

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Vamos ser directos e não vamos engonhar, em Portugal existem duas classes opostas e com funções opostas, o privado tem um só privilégio, trabalhar dia e noite, pode ser despedido e os feriados e tolerâncias de ponto ficam para a outra classe gozar e ainda tem que ter o estofo e a mentalidade de que é um dos intervenientes da actividade produtiva, e logo, ajudam a criar riqueza e a colecta de impostos para o País. O funcionalismo público português serve para uma coisa, votos, não é por culpa dos funcionários, quem cria esta expectativa de mais regalias, mais salários e quem criou este monstro, foram sucessivos governos de esquerda e direita que arranjaram na função pública uma máquina de gelados onde era só tirar e sai os votinhos.

Nas eleições de 2015, Pedro Passos Coelho ganhou as eleições também com votos da função pública, se os quase 650.000 efectivos do Estado somarmos as suas famílias estamos perto de uma influência de 1,5 milhões de eleitores, ora se a teoria do socialismo está correcta, ou seja, dás dinheiro e a carneirada vai atrás, o PS ganharia sempre, quer dizer que as pessoas não tem palas e mesmo dependo directamente dos pagamentos do Estado,  perceberam o Estado em que o País se encontrava.

Ainda bem que temos uma “maioria assim”, mas essa maioria não se manifesta, a outra “maioria” dentro da função pública não quer saber de ninguém, só do seu umbigo, o resto que pague as suas mordomias, alguém me explique o porquê que um funcionário público tem o direito a uma tolerância de ponto e descansa, e o privado tem que ralar? Tem que acordar cedo para ter a mesma rotina para tentar levar os filhos à escola, só que onde os põe se a maioria dos serviços “públicos” está fechado? Ficam em casa dos avós, e é assim com a grande parte das pessoas, são uma tábua de salvação para muitos Pais. A Ana Ávoila e o camarada Arménio faziam muito bem em passar férias prolongadas e, estágio incluído, na Venezuela.

A dicotomia privado-público em Portugal tem que se discutir, não se pode ter medo, isto está mal, o sistema está mal e ninguém muda, quem tenta mudar é neoliberal fascista e outras pérolas vigentes, já não tem criatividade para mais, é uma pena um País estar aprisionado com tantas amarras, impostos, regulações e licenças, funcionalismo entre outros obstáculos, não se cria e nem se vai criar mais riqueza em Portugal com este a tornar-se um embrião Venezuelano quase perfeito, ou mudamos e pensamos no futuro ou podemos estar perante não para uma década, mas para um século perdido.

Mauro Pires

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3 comentários em “O Português de segunda e o burro de carga

  1. Agradeço estes posts. Ler o que escreve fico convencido que não o único a pensar da mesma forma. Perde-se tempo a discutir o fútil enquanto a base do problema nem de relance se fala. Eu sinceramente espero até às próximas eleições, se nada mudar então acredito que este país está mesmo perdido e não vale a pena.

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  2. Para reforçar o post do Mauro Pires, em 2016 tínhamos 650.000 funcionários públicos para uma população total de 10 milhões. Ou seja 6,5% da população trabalha para o estado. Faça-se agora o rácio com a população empregada no mesmo ano, estimada em 4,5 milhões. Ou seja, 14% de todos os trabalhadores em Portugal são funcionários públicos.

    A função pública é o grande catalisador eleitoral. Os partidos aumentam a máquina do estado como estratégia para controle eleitoral. A reengenharia social que qualquer país de esquerda e socialista, marxista, trotskista, ou leninista, se orgulharia. É o sistema partilhado e defendido de uma ponta à outra da nossa Assembleia da República, da esquerda à (dita) direita portuguesa.

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