Macron e António Costa não podiam ser tão diferentes.

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Vou directo ao assunto, a eleição de Emmanuel Macron é benéfica para a França e para a Europa, o povo português tem o ditado que é: “Para pior já basta assim”, ou seja se for para pior mais vale ficarmos no mesmo sítio. Entre alguém que quer reformar o País introduzindo reformas no mercado de trabalho, reduzir a função pública e o Estado, apesar de Fillon ir mais longe que Macron, é de coragem e ainda por cima fazendo uma campanha inteiramente pró-Europa e pró-Liberal, num País que é avesso a mudanças e só as faz com revoluções, parece um rectângulo que nós bem conhecemos, ganhando tanto na primeira volta como na segunda. É preciso também dizer, que os dados somados da abstenção, votos brancos e nulos são preocupantes, o que mostra que se Macron não tem mão de ferro com o tema islâmico e com as reformas económicas, Marine Le Pen pode estar à espreita no Eliseu em 2022.

Apesar de achar que François Fillon era o melhor para a França, e acho que ainda vai ser útil, pois Macron pode nomeá-lo Primeiro-Ministro formando nas legislativas um pacto reformador entre a En Marche! de Macron e os Les Républicains de Fillon, que era o melhor que podia acontecer para agilizar já os processos de reforma e liberalização da economia, se Macron escolher o PSF Francês vai ser chamado de testa de ferro de Hollande, o que até não é mentira de todo. Sarkozy também pode ser uma opção para Primeiro-Ministro: Carismático, “chico-esperto” e com capacidades conciliadoras mas Fillon deve ser mesmo o próximo Primeiro-Ministro Francês.

Macron deu uma severa lição aos socialistas europeus da social-democracia e do social-comunismo francês, os PS`S europeus ganham eleições quando tem projectos reformistas e colocam o que nunca funcionou na gaveta, o socialismo. Não são as radicalizações de Jeremy corbyn no Partido trabalhista na Reino Unido, no PS em Espanha como era com Pedro Sanchéz ou até com o populista manhoso Martin Schulz na Alemanha que os PS`S vão rejuvenescer e ajudar no processo de mudança das sociedades, é por isso que hoje, quem luta contra o populismo dos extremos, que em tudo são iguais, é a própria direita democrática e os liberais.

Quanto a António Costa, ainda não ouvi o chefe do nosso governo tricolor social-comunista, a dizer que a vitória de Macron dá força para seguir a mesma linha, como fez com Alexis Tsipras a quando da sua eleição. E espero que o PS não diga que a vitória de Macron é uma vitória do PS, a não ser que a coluna vertebral do PS seja mais elástica que a mulher elástica. Macron representa o bom do pragmatismo, é liberal e acredita no europeísmo, defende as suas convicções apesar de não serem totalmente populares, António Costa é precisamente o contrário não tem espinha dorsal, decide a favor do vento, é cínico e teatral, um bom líder para a Coreia do Norte, é usurpador de poder, ora é social-comunista ora é um escravo de Bruxelas, enfim, parece um boneco plastificado sem conteúdo nenhum, e depois é considerado o melhor da sua geração, só mesmo no nosso rectângulo.

António Costa não é um líder de crises, é bem capaz de ir para Paris estudar Economia para Paris depois da bolha que criou arrebentar, o que só demonstra o bom democrata e patriota que é, entretanto o fascineiro mor do reino está sempre disponível, caro Passos Coelho, deixe António Costa limpar aquilo que fez, precisa de férias.

Mauro Pires

 

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