O professor Karamba e a reestruturação da dívida.

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Dizia-se que o professor Karamba era aquele elemento, peculiar, que fazia previsões ou bruxaria e maioria saia caldeirada. A nossa esquerda caviar é a mesma marmelada e diabo a quatro, mas como se sabe, ninguém lhe cobra. Já tive a oportunidade de falar sobre a reestruturação da dívida neste espaço, como sabem, existem várias formas da mesma, uma coisa é emitirmos dívida a juros mais baixos e reembolsarmos parte de um empréstimo com juros mais elevados, assim, o peso dessa dívida é menor e tem menos impacto nas contas públicas, outra é alargarmos os prazos de pagamento e redução de juros, mas quando temos credibilidade e trabalho feito, como Vitor Gaspar em 2013 o fez, de forma discreta, mas não histérica como alguns seres protótipos gostam de fazer.

A nossa troika social-fascista, continua a defender o mesmo de sempre, lá no fundo, as convicções esquerdistas nunca mudam, o pragmatismo, o cheiro a poder e as notas “verdinhas” do BCE fez com que a Camarada Catarina, o sábio Jerónimo e o todo habilidoso António Cota engolissem os maiores sapões da sua vida, até o nosso professor Karamba predilecto, o douto Francisco Louçã, já nem sabe o que é uma reestruturação da dívida, agora que tem a sua nova vida boémia e caviar, com gravata e fatinho, já nem o Banco de Portugal é o mau da fita nem o euro é uma aberração, o cheiro a poder apagou-lhes a mioleira. Com o relatório que os “novos sábios”, apresentaram, e que o Governo que ia bater o pé à Europa, já não aprova, o social-fascismo ainda ia ser mais intenso era o assalto ao IGCP para que este emitisse dívida a prazos mais curtos e com juros mais baixos, em vez de emitir dívida a prazos mais longos e juros mais altos, parece fazer sentido, mas para o nosso perfil de dívida não faz, pois temos uma grande concentração de pagamentos/reembolsos dentro de 1 a 2 anos e acumular picos de dívida em anos com reembolsos já de si elevados, é pedir que qualquer instabilidade externa nos deite a baixo a nossa frágil barraca.

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Fonte: IGCP

Como podem ver, temos um gráfico com os reembolsos que o Estado tem que fazer, estando em 2017 e emitindo dívida a 1,2 ou 3 anos é concentramos brutalmente pagamentos, o que pressiona o IGCP a ser mais frequente na ida aos mercados, num contexto de aceleração do crescimento europeu e de aumentos da taxa de juro, não sabemos o que vai acontecer se o BCE parar de comprar dívida pública, o Banco de Portugal fala de um aumento potencial nas taxas de juro de longo prazo, isto é, a 10 anos de 2,5%, se somarmos aos 3,4% actuais estamos a falar de perto de 6% algo verdadeiramente insustentável e ainda por cima, com a inflação muito fraca. O desespero é tanto que até os cofres do Banco de Portugal querem assaltar, a entrega de dividendos ao Estado numa maior fatia, seria certamente para pagar os desmandos socialistas e financiar despesa corrente, descapitalizar o Banco de Portugal ficando este descapitalizado e sem margem para actuar num cenário de aumento dos juros não é de gente equilibrada, são de reaccionários que querem impor uma verdadeira ditadura de esquerda que seja incontestada. Entretanto a factura, é já de seguida.

Seria interessante, e pedagógico, que os nossos canhotos explicassem às pessoas, o que implica um perdão de dívida e redução substancial dos juros a pagar aos nossos credores, enquanto tivermos défice não podemos ter vícios, se bebemos quem nos empresta dinheiro tem todo o direito a fechar-nos a torneira. Se o perdão de dívida avançar, o dinheiro aplicado em aforro, certificados do tesouro e obrigações do tesouro variável, perdem a quase senão a totalidade do dinheiro. Os grandes defensores do povo e democratas aproveitam-se da fraca literacia das pessoas, a direita portuguesa anda a dormir.

Se queremos defender a liberdade e afastar o social-fascismo de certos é com informação, e nós sabemos como a comunicação social portuguesa funciona, se o próprio Alberto Gonçalves, ex-jornalista da sábado, que foi “despedido” do Diário de Notícias por certas influências de Paulo Baldaia, este afirma que Paulo Baldaia quis:” Agradar ás cortes de Lisboa”. O que é agradar às cortes de Lisboa? É a comunicação social? A maçonaria? Ao partido que bate?-vulgo PS-. Acho que se exige esclarecimentos de Paulo Baldaia sobre as cortes de Lisboa, secalhar é só uma ponta de um gigante icebergue.

 

Um beijinho a todas as mãe neste dia da Mãe! É todos os dias mas vamos seguir, só desta vez, o establishment.

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