Continuamos com mesma lenga lenga

Socialism

Nas comemorações de ontem, do 25 de Abril na Assembleia da República, Marcelo Rebelo de Sousa, entre outros políticos, dos quais destaco o bom discurso do ex-deputado do CDS Michael Seufert, “alertaram” para a importância de gerar riqueza e de aumentar o crescimento económico, ora qualquer político português tem esta conversa em qualquer debate ou comemoração pública. Não passam disto. Não há propostas, mas sim conversas soltas, o que só demonstra a fraca qualidade geral dos nossos dirigentes. O Presidente da República, que está a exercer o seu cargo de um modo interessante, prometo um dia falar sobre este tema, defacto podia ser mais contido em determinados momentos, mas neste dia esteve bem, fez o mesmo discurso que os outros fizeram mas estava preocupado e lançou alertas ao Governo sobre a necessidade de reformas estruturais para aumentar o nosso potencial de crescimento. E isto é de suma importância, pois para mim, a Economia Portuguesa é das mais flexíveis da Europa, reagimos muito bem a todas as transformações estruturais que fazemos mesmo quando por imposição externa, caso de 1978, parte dos anos 80 e 2011. Se queremos crescer mais, reduzir a nossa dívida pública e ter superávites orçamentais, temos que fazer reformas, para isso tem que haver estabilidade política entre governos, consensos entre os três maiores partidos e não estar sempre, quando mudamos de governo, a mudar de políticas sectoriais onde já tínhamos reformado, e é aqui que pecamos, o caso mais emblemático para mim foi o acordo feito em 2013, assinado entre PSD-CDS-PS para a reforma do IRC, um bom pacto de regime, que previa a diminuição de impostos para as empresas e a simplificação fiscal para esse sector, previa, pois quando António Costa chegou ao poder rasgou ao acordo para financiar o seu social-comunismo.

Se queremos crescer termos que aumentar, primeiro, a nossa poupança, temos os níveis de poupança em níveis historicamente baixos, e para haver investimento é preciso um grau de poupança razoável. É a poupança dos particulares que financia o investimento, se não temos poupança temos que recorrer a financiamento externo e daí a causa dos nossos desequilíbrios, consumimos mais do que poupamos. Mas temos que igualmente, como já disse acima, ter estabilidade de políticas, principalmente na área fiscal, reduzindo os impostos, desburocratizando e acabar com certas regulações que só prejudicam a actividade económica. Temos que também que reduzir o peso do estado na economia, não podemos ter um peso de 45% do PIB em despesa pública, temos que reduzi-la em pelo menos, mais 8% do PIB para libertarmos recursos para outras áreas, tendo espaço não só para reduzir os encargos para os agentes económicos como para ter superávites orçamentais para reduzirmos drasticamente a nossa dívida pública que está em níveis nunca antes vistos, especialmente devido ao atirar da despesa para a dívida que este Governo está a levar a cabo.

Falo em reformas, mas não é este governo que as vai fazer, não está interessado nisso, dai o dilema de Marcelo, se a vertente externa não correr bem, o Governo vai pela sanita a abaixo, resta saber se Marcelo puxa o autoclismo. Neste momento, infelizmente para o PS e para o País, é que no PS em Portugal não há espaço para aparecerem Macrons mas em contrapartida o PS tem cada vez mais pequenos Melénchons. É a vida.

Mauro Pires.

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