Teresa Leal Coelho e os catedráticos do Regime

Pedro Passos Coelho é conhecido pela sua determinação, coragem, espírito de sacrifício mas, especialmente, pela sua teimosia. O líder do PSD, desde à uns meses para cá, tem vindo a ser pressionado pela direita dos interesses e pelos canhotos caviares, nas televisões, para apresentar o candidato/a à presidência da Câmara de Lisboa, mas Passos fazia e faz, e muito bem, ouvidos moucos. A direita dos interesses queria que Passos Coelho escolhe-se um elemento burguês e barão das elites do Partido Socialista Democrata para o poleiro da capital, Passos escolheu Teresa Leal Coelho, uma mulher não muito conhecida do povo normal, mas bem conhecida da politica portuguesa. É uma mulher combativa e guerreira nas causas que defende, não dá uma por perdida, e teve espírito de sacrifício para aceitar uma candidatura que nem se quer foi a primeira escolha. Passos decidiu a candidatura de Teresa Leal Coelho, numa conjuntura onde os que tentou sondar para putativos candidatos, lhe viraram as costas. Ou melhor, foi Pedro Passos Coelho que a quando da sua eleição em 2010, para o PSD, quis acabar com um Partido moribundo ligado aos negócios, em conjunto com o PS, em vez de se centrarem no País. É isto que os barões não perdoam a Passos. Agora, no dia em que Passos Coelho se rodear daqueles que representam o socialismo, o amorfo do PSD antigo e se rodear daqueles que durante anos lhe insultaram nas televisões e jornais com o objectivo de o fragilizar, é o dia em que Passos falhou. Consigo próprio, e especialmente, contra  todos aqueles  que viram nele alguém que combatesse o socialismo em Portugal e nos desse um rumo de esperança e de mudança. Passos apercebeu-se de um sentimento geral, as pessoas querem conhecer o desconhecido da política, Medina representa uma extensão de António Costa e Assunção Cristas um pedaço de Paulo Portas com ar doce, mas igualmente maquiavélico. Maquiavélico porque Cristas recusou uma coligação em Lisboa com o PSD e decidiu vingar-se de Passos Coelho ao dizer que o sistema financeiro não se discutia no conselho de ministros. Com amigos destes, Passos não precisa de inimigos. Muitas vezes isolado, durante o programa da troika, em que todos diziam que ia acabar numa espiral de buraco negro, Passos retirou o País da ajuda da troika e ganhou as eleições de 2015. Passos mais uma vez isolado, mas talvez tão certo de que tem razão, tal como Sá Carneiro nos seus tempos, ganhará Lisboa e as autárquicas?

P.S: O PortugalGate já tem página de facebook! Siga-nos mais facilmente: https://www.facebook.com/PortugalGate-1731269987184043/

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s