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O “Aborto” do PAN

O PAN desde a sua criação, em jeito de tornar a esquerda mais IN, tem sido um aborto completo. Tem um líder frouxo de ideias, bom saco de boxe quando a Catarina Martins quer espirrar ou quando o Jerónimo faz piadas em privado, não interessa, são conteúdos para adultos que o líder do PAN não pode ouvir, o ressentimento geraria um voo de debandada de vacas voadoras, não queremos outra crise de vacas locas, ainda nos entram em restaurantes.

O senhor André Silva, suponho eu, animal racional, pelo menos nos limites do que eu penso ser um animal racional, escreveu uma espécie de desabafo de inconseguimento artístico com umas pitadas construção social pelo meio, passo a citar parte do artigo com o título:” Um cidadão informado não bebe leite” que os caros leitores podem ver na revista Sábado:” Se até há pouco tempo a informação que chegava aos cidadãos era quase exclusivamente ditada pelo negócio do leite veiculada pelas campanhas publicitárias e pelos ecos mediáticos, sem qualquer contraditório, nos últimos anos, com a globalização e a democratização da informação através da internet, cada vez mais pessoas têm acesso a informação técnica e científica sobre os enormes impactos no ambiente, na saúde e na vida dos animais. Consumidores mais informados, fazem opções mais conscientes.”

O senhor continua…:” sem o lucro desmedido de outros tempos e sem argumentos válidos, o Negócio do Leite em vez de interpretar e acompanhar uma sociedade em evolução, opta por atacar os consumidores que, de forma consciente, cada vez menos compram os seus produtos. “, num momento mais calmo mas ainda irracional:”  Para manter uma produção quase ininterrupta de leite, na indústria as vacas têm de ser repetidamente forçadas a emprenhar através de inseminação artificial com separação das suas crias pouco tempo após o nascimento.” 

O senhor do PAN segue, pelo texto que até podem ler mais calmamente, uma linha ideológica da lógica da batata. Se os Vegans, os “activistas”, aqueles que andam com vestimentas alternativas, factos alternativos e permutativos cada vez que abusam da Maria Joana, estão sempre a fazer a cabeça ao engenheiro civil André Silva, imagino que saiba muito de nutrição, como eu sei de engenharia, então estamos conversados. Os políticos tem assessores formados e saídos directamente das fornadas do marxismo ideológico de certas Universidades Portuguesas, o que é bom para mim é para ti, o que eu quero todos querem, se o senhor do PAN não quer consumir leite problema é dele, eu quero consumir, apetece-me, simples, se me fizer mal problema é meu, pago as contas do hospital, não espero que um javali me entre lá para dentro e pague.

Cada um sabe de si, da sua vida, o que come o que consome, o que quer traçar para si próprio, não é um político de cartilha com tendências ostracizantes das liberdades individuais de cada um que nos vai mudar a alimentação. Já que não posso comer rissóis no Hospital, o Pai Estado não deixa, nem as minhas chamuças, vou passar a trazer embrulhados e a comer na sala de espera, só falta o André do PAN remexer nos embrulhos e nas malas das senhoras para revistas se os rissóis são de carne ou vegetarianos, ou se a bebida contém conteúdo lácteo. Mário Soares mandou um policia, faz uns bons anos, “passear”, o senhor do PAN pode seguir o mesmo caminho e que tome banho com leite de burra, talvez fique mais elucidativo das suas alucinações.

Já agora, esta tabela do Observador é tremendamente interessante para o Engenheiro Cívil, parece que a conspiração do leite, esse grande malefício, é neutro em geral para a saúde. Parece que o argumento da cabala dos vampirismos do leite caiu. Oh informação, és tão má!

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FONTE: Jornal Observador

 

Mauro Oliveira Pires.

 

 

 

 

 

 

 

 

Privatizem a RTP!

Nos últimos 6 anos a RTP recebeu praticamente 1000 Milhões de euros dos pagadores de impostos através da CAV (Contribuição para o Audiovisual), uma Taxa criada em 2003 que vem na fatura da eletricidade e que em média aumenta em 6% a conta da luz.

Este ano lá vão mais 186 Milhões de euros para a RTP roubados às pessoas e às atividades produtivas. Alguém inteligente no século XXI, com acesso a dezenas/centenas de canais privados (desde cinema, a desporto, a música, a notícias, entretenimento… Hollywood, FOX, Canal História, Discovery Channel, National Geographic, TVI 24, SIC N, MTV, etc.), com acesso a Netflixs da vida, Youtubes da internet e por aí acha que precisamos de um serviço de televisão público? Alguém no seu perfeito juízo vê de forma sensata serem roubados 186 milhões de euros para subsidiar algo que os privados (desde TV a Internet) já fazem? Ainda por cima falamos de algo com um share que deve rondar os 15% se tanto. A esmagadora maioria não vê este canal sequer.

A RTP se competisse num mercado livre, onde não tivesse subsídios e onde não tivesse o monopólio garantido pelo Estado de certos eventos que poderiam ser colocados a concurso entre privados e assim até render muito mais dinheiro aos cofres públicos (como a Eurovisão), provavelmente já nem existia. Para existir teria de se adaptar e reinventar como fazem as centenas de canais privados. Querem existir? Tenham público, receitas comerciais e donativos suficientes para se sustentarem. Isto sim seria justo.

No fim deste ano são 35 euros a cada “contribuinte” que poderiam ser poupados só nesta CAV. Talvez por ser um valor pequeno cada um de nós não dê muita importância e, assim, contas feitas no total, a maioria é explorada pela minoria em quase 185 milhões de euros num ano. Espero que um dia esta maioria com interesses dispersos se organize a sério para acabar com grupos de interesse como este que são uma pura perda económica.

Eu sei que em vários países na Europa se faz o mesmo e se paga muito mais, e daí? Lá por os outros roubarem os deles e preferirem ineficiências à coragem de lutar contra Lobbies e sindicatos não temos de fazer o mesmo. E também sei que na Constituição diz que “O Estado assegura a existência e o funcionamento de um serviço público de rádio e de televisão”, e daí? Já tivemos vários exemplos de que o que está na Constituição pode ser interpretado de várias formas. Em último caso isto é mais um motivo para mudar a Constituição (a juntar a dezenas que já existem).

Bernardo Blanco

A Ideologia do Ódio

Era imperioso voltar a este tema. Sobretudo depois das reacções de algumas senhoras ao meu texto sobre assédio sexual. A discussão instalou-se no seio de algumas leitoras que de repente atacam como se houvesse discordância sobre o essencial. Mas há dúvida que TODAS as mulheres do Mundo abominam a violência e o abuso sexual sobre as mesmas? Pelo visto, sim. E a razão é muito simples: a ideologia do ódio já chegou também aqui.

O marxismo cultural é das ideologias mais perigosas que existem pela forma como se infiltra nas sociedades sem que as pessoas alvo se dêem conta. Fracturam, segregam e criam caos com recurso ao radicalismo extremista, para criar um novo Mundo facilmente dominável e dependente. É assim com os movimentos LGBT, com a questão islâmica, com as minorias  e agora as feministas. Como se estas questões não pudessem ser resolvidas com discursos moderados e sensatos apelando à aceitação e integração sem ódios. O problema é que do lado dos radicais não há espaço para o meio termo. Para o equilíbrio. Ou é tudo ou nada. Propositadamente. E é aqui que surgem as crispações.

Quando me insurjo contra as feministas extremistas não é porque aceito o assédio sexual. Abomino o assédio em todas as suas formas, sobre todas as pessoas, sejam mulheres, homens, idosos, crianças, deficientes, mendigos ou gays. É sim, porque abomino a ligeireza de rotular tudo como assédio. Porque o assédio é uma forma criminosa de subjugação, já contemplado na nossa legislação, a que ninguém pode ficar indiferente. Mas, cuidado! Passar de uma sociedade de homem machista que oprime e desrespeita mulheres para uma sociedade feminista machista que persegue agora os homens, não é evoluir. É inverter papeis de domínio.

Não quero que no futuro meu filho seja vítima desta loucura e vê-lo um dia ser preso porque tentou seduzir sem maldade, alguém.  As fronteiras entre o galanteio e o assédio estão de tal forma ténues que o simples olhar para uma rapariga bonita que passa na rua já é condenado. Foi exactamente isso que eu vi no programa da SIC, “E se Fosse Consigo”, em que uma miúda contabilizava de forma negativa todos os homens que a observavam à sua passagem como se isso fosse algo de terrível. Mas agora o que é belo não pode ter reacção? O que andamos nós a ensinar à nova geração? A odiar? Por outro lado, que reacção teriam as senhoras se um homem desfilasse na passadeira vermelha de Hollywood com uma vestimenta que pusesse seu sexo à mostra tal como algumas atrizes? Achariam ou não, provocatório? E se todas olhassem para ele, seria assédio? E levanta logo uma outra questão muito pertinente: e se for uma mulher a olhar para outra mulher bonita à sua passagem, é assédio? A ambiguidade desta questão levanta problemas sérios porque apesar de eu ser mulher nada me garante que outra fêmea homossexual não se sinta violada pelos meus olhos. E é esta questão interpretativa do que é ou não assédio, que convém travar antes que se torne lei. 

Outra questão que não suporto ouvir é que as mulheres não violam, não agridem, nem são protagonistas de assédio sexual. É falso. Elas não só fazem isto tudo como usam o assédio para atingir fins, sejam económicos, sejam profissionais. E nisto são peritas.  Sejamos honestos. Dizem essas feministas para se justificarem que, a existirem, estas  mulheres são em número reduzido. Falso outra vez. O que a vida me mostrou é que, não há queixas de assédio sexual por parte dos homens porque eles simplesmente não o vêem como crime. Aceitam e gostam. Não entram nunca por uma esquadra adentro para se queixarem do assédio (e elas sabem disso). Daí o silêncio das estatísticas.

Mas não são os únicos neste silêncio. Em tempos fui perseguida até ao limite por uma mulher a quem me neguei dar atenção depois de uma entrevista de trabalho. Seguiram-se ameaças constantes, mensagens e telefonemas  a qualquer hora do dia e noite. Acabou por desistir. Mas ainda hoje guardo tudo no tlm por precaução. Noutro episódio, num vestiário de uma loja de roupa, fui descaradamente tocada pela modista que me apertava o vestido. Nunca mais lá voltei. Dizer-se que  o assédio é uma mera questão masculina é redutor. Desde a libertação LGBT somos todos alvos. E elas, também agem de forma patológica sobre as vítimas. E nós mulheres também nos calamos sobre o assédio feminino.

As mulheres tardam em perceber que o fenómeno do assédio sexual masculino só se combate na educação de berço. Que são ELAS que têm o poder como mães de mudar esta realidade e que se temos os homens que temos é precisamente devido à educação que receberam ou não receberam da parte delas.

Porque todo o menino que aprende a respeitar, amar e proteger as meninas, com o exemplo dos pais em casa, não se torna num predador sexual.

Cristina Miranda

As Contas dos Partidos

Dei-me ao bom trabalho de analisar as contas dos Partidos em Portugal, neste caso,  os que tem assento no parlamento e os que são mais “históricos” digamos assim. PS, PSD, PCP, BE e CDS vão ser as presas do dia.

Vamos começar pelo Activo, Passivo e Capital Próprio, explicando primeiro os conceitos claro porque nem todos são contabilistas:

(1) Activo: É Todo o conjunto de bens e direitos que uma organização ou pessoa singular detêm que perfaz, digamos, o seu património ilíquido. Numa empresa a sua sede é um activo tangível por exemplo, porque tem conteúdo físico, toca-se. No Activo temos o Activo Corrente( bens e direitos de periodicidade inferior a 1 ano), como depósitos bancários e Caixa. Temos de seguida o Activo Não Corrente( Este já superior a 1 ano), como Terrenos. Em resumo é tudo aquilo que a empresa possui.

(2) Passivo: Se na perspectiva contabilística, o activo é uma conta a receber, por exemplo, um Passivo é a dívida, é a conta a pagar. O Passivo é todo o conjunto das Obrigações de uma Organização empresarial e subtrai-se ao Activo para apurarmos a situação patrimonial liquida da empresa, por outras palavras, o que a empresa realmente vale. Em Resumo é tudo aquilo que a empresa deve a terceiros.

(3) Capital Próprio: O Capital próprio é o valor do património liquido da empresa, quer dizer que se a empresa vender todos os seus activos pode saldas as suas dívidas na totalidade ou não, caso pague na totalidade e lhes sobre “dinheiro” temos o capital próprio positivo, a empresa é solvente, se o Capital próprio é zero a o activo e passivo são iguais e se ele é negativo a empresa está em falência técnica, quer dizer que depois de vender todos os seus bens e receber todos os seus direitos, isso não chega para saldar as suas dívidas.

Logo, Capital Próprio= Activo-Passivo.

Os Partidos em Portugal maioria está com uma situação patrimonial líquida positiva, PSD, PCP, BE e PEV estão com Activos superiores aos seus Passivos. Só CDS e PS, este numa situação caótica nas contas, estão numa situação patrimonial negativa.

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FONTE: Tribunal Constitucional, contas dos partidos.

Reparem que o PS tem um capital próprio de -6 milhões de euros negativos, quer dizer que o seu Passivo é superior ao seu Activo em valores aproximados de 6 milhões de euros. Quer dizer que, vendido todo o património ilíquido do PS, os seus bens e direitos, não dá para saldar as suas dívidas, inclusive com o CDS, mas o PS está numa situação incrivelmente pior. Maior parte do Passivo do PS é formado por financiamentos quer de curto quer de longo prazo, um Partido endividado gere um País ultra endividado, boa simbiose meus caros.

Mas, atenção, um Partido pode ser endividado, muito até, mas se tem um activo superior ao seu passivo, ser muito endividado não interessa por concreto, é o que se passa com muitos clubes portugueses de futebol, um dia fazemos aqui uma abordagem a esse assunto. Um Partido Político é um caso paradigmático, uma empresa com capitais próprios negativos está sempre mais perto de fechar, um Partido político continua a parasitar e a viver das subvenções partidárias, mais os maiores, não fechando.

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FONTE: Tribunal Constitucional, contas dos partidos 2016 PS

Como podem ver, como digo um pouco acima, tanto no que é o Passivo Não Corrente( Dívidas superiores a 1 ano) e Passivo Corrente( Inf. a 1 ano), maior parte da estrutura de dívida de cada um dessas rubricas são financiamentos obtidos. No Passivo Não Corrente, reparem que do total de Passivo Não Corrente no valor de perto 9,8 milhões de euros, 6 milhões são financiamentos obtidos. Do total de Passivo de 20,7 milhões de euros, 11,4 milhões são financiamentos obtidos ao Bancos quer de curtos quer de longo prazo.

Mas, como no Estado, o PS também deve a fornecedores, e bem, 3,35 milhões de euros aproximadamente. Reparem que em todos os partido isto acontece, mas nem todos estão em falência técnica como o PS.

Olhando para os rendimentos do PS, ou seja, como o Partido ganha dinheiro.

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FONTE: Tribunal Constitucional, Contas dos Partidos.

Reparem que, maior parte dos ganhos do PS vem das subvenções públicas do Estado, normal, os maiores Partidos recebem mais, depende do voto como óbvio, mas engraçado que o que é os rendimentos gerados pela “máquina” do Partido, quotas etc é muito pouco. Temos que pensar em mudar o modelo de financiamento partidário meus caros e não, não é dar mais dinheiro aos mesmos. Financiamento privado tem que ter mais peso na estrutura de financiamento dos Partidos.

Para finalizar, os que tem mais formação na área verificaram logo no primeiro gráfico que o PCP é o Partido mais rico de Portugal, é o que tem mais activo claramente, mas, acima de tudo, o que tem uma situação patrimonial líquida melhor e melhor deles todos, com um activo superior a 20 milhões de euros, uns verdadeiros capitalistas os camaradas.

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FONTE: Tribunal Constitucional, contas dos Partidos.

O PCP a nível dos rendimentos obtidos, é o partido mais equilibrado, mais homogéneo, com mais fontes de rendimentos diversificadas. É dos Partidos que menos depende da subvenção partidária na sua estrutura de ganhos, também derivado aos seus votos como é claro. De salientar que o PCP, é o Partido que mais vende, o que recebe mais em quotas, Contribuições e donativos dos seus camaradas e o que angaria mais em património. E esta hein? O Partido mais rico de um País Ocidental e com mais património é um Partido Comunista, dá que pensar.

As Vacas Voam.

Espero que a mini aula de contabilidade ajuda a aumentar um pouco os conhecimentos financeiros. Não temos só que fazer combate, temos que ajudar as pessoas a compreender.

Mauro Oliveira Pires

Não vamos sair do Pântano

Um Europeu normal que conheça a política portuguesa nos seus mínimos, sabe como funciona a desgraça piroclástica do pântano à beira mar queimado. Os interesses por detrás de cada partido, o “pote de mel” que todos querem e que não chega para todos, desde tachos partidários para os jotinhas mais incompetentes à promoção dessa mesma mediocridade paleolítica a deputados é o pão nosso de cada dia aqui no País dos deslumbrados. Em Portugal PSD e PS que são os Partidos “rotativos” da Governação deviam ter pontes de entendimento no essencial, não falo do Bloco Central de interesses, falo de pactos de regime em áreas essenciais como Impostos, previsibilidade fiscal e corte dos mesmos portanto, reformas económicas e Estado. Claro que isto é um conto de fadas digno de um Livro sobre Vacas Voadoras, mas nós nem tentamos partimos logo para o combate político que não interessa a quem paga contas ao final do mês e a quem paga salários.

Os políticos de Lisboa fazem o seu teatro, falam de cartilha, são opacos por fora e por dentro, não basta dizer que está tudo podre, temos que perceber porquê, as origens do nosso retrocesso e de sermos a cauda da Europa, já basta de baixarmos os braços para eles nos continuarem a exigir cada vez mais dinheiro que vem do nosso esforço pessoal só porque o Estado deixou de ser o agente regulador, para ser um agente de compra de votos, uma central de interesses para os mesmos de sempre. O protesto é uma boa arma, mas eles sabem que não temos esse feitio, o povo português tem que ter mais conhecimento financeiro, mais literacia nesse campo, porque ao analisar um político basta ouvir o discurso um minuto para nos apercebermos ao que vem, o político português é isto, FÚTIL!

O processo de escolha dos futuros deputados é sempre a mesma em Portugal, segue a mesma linha, o mesmo critério, a amizade, o amiguismo, o companheirismo, se cada deputado em Portugal tivesse que lutar por um voto, como se faz noutros Países, falo dos círculos uninominais, talvez os melhores se chegassem à frente, felizmente que hoje em Portugal os melhores se vão embora, porque quem quer aturar políticos que não querem reformar o País sendo estes de qualidade duvidosa é vivermos constantemente no equilibrismo, no precipício e na instabilidade. Se lá fora conseguimos retirar todo o nosso potencial porque o ambiente não é de inveja alheia e de podridão, a oportunidade é para se aproveitar. Mudar um País que não quer ser mudado é difícil mas é possível, mas o novo antídoto é ter cá a Troika mais de 10 anos.

Se queremos ser um País diferente, temos que ter políticos diferentes, responsáveis, com sentido de Estado que saibam colocar os interesses do País à frente de tudo e não pensar nas estruturas partidárias, em Portugal quem não liga logo é chacinado, é o País que temos. Se queremos crescer temos que mudar o modo como tratamos a Iniciativa Privada, primeiro baixar impostos, desburocratizar, facilitar a vida a quem produz riqueza verdadeiramente, temos que fomentar uma sociedade de proprietários, não de subsidio-dependentes, um País onde o risco seja a palavra de ordem, onde se tenha orgulho de cortar relações com o Estado e efectuar o seu próprio caminho.

Mostro aqui um gráfico que fiz sobre as Taxas de IRC praticadas em maioria dos Países da Europa de Leste e a nossa aqui em Portugal:

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FONTE: Trading Economics

A azul temos a taxa de IRC de 2016 e a vermelho de 2017.  Portugal tem em 2017 uma taxa de IRC aplicada ás empresas(temos depois várias subdivisões no imposto), de 21% acima da média de 16,5% praticada nos Países de Leste. Pergunto, como queremos crescer se maioria dos Países Europeus de Leste tem taxas de imposto mais baixas para os empreendedores e custos de contexto igualmente mais baixos? Como quer um País crescer se maior parte da constituição do preço dos combustíveis em Portugal é de impostos? Como quer um País atrair investimento estrangeiro se tem dos preços mais elevados a pagar pela electricidade em paridade e poder de compra?

Temos que baixar impostos, mas para isso temos que diminuir despesa pública, tocar nas clientelas falando para português ver. Se não o fizermos, a Venezuela será um Paraíso.

Mauro Oliveira Pires

 

 

 

Os Conselhos de Paula Bobone ao doutor Costa

A sempre domesticada de comportamentos fúteis, a Senhora Professora Mestrada Doutora Paula Bobone, escreveu e publicou muito recentemente um livro de “etiqueta” onde coloca mais uma vez, em folhas de papel, o seu dom cáustico de ensinar o ser humano a ser melhor dentro das suas possibilidades esotéricas de estupidez. Numa categoria estratificada de etiqueta social, com mais uns pós de construções sociais pelo meio, a Senhora Professora Mestrada Doutora no seu livro “Domesticália” ensina os empregados:” A receber, servir e tratar os patrões com bons modos”. Neste País de bons modos superficiais está o inferno cheio, são todos de pedigree, ninguém é pobre, todos tem um BMW a crédito à porta num contexto domesticálico devíamos ler a Bobone, só para.. Não nos comportarmos como ela? Acho que não chegámos a tanto camaradas…

Mas, há uma criatura que vive em Sintra, num Palacete giro, bastante IN até, muito à frente do seu tempo, onde o novo Imperador da política em Portugal, o Xor Costa, o  nova Merkel do vira à esquerda e à direita, o casa com todos e não se divorcia de ninguém,o bígamo, acho que precisa de umas lições domesticálianas da Senhora Bobone. Não é que ela possa fazer de Bobo da Corte, já que  a criatura em questão pode não ter arranjo, mas ao menos ensinar o Camarada António a ser, não sei… Mais correcto a tratar bem o bom Português! É que, caros leitores, o tempo passa e a síndrome do ouvido estalado está me a causar formigueiro, quando tal ser Humano passada na televisão em plena Assembleia da República há algo que me inquieta… Lá no fundo é “prelenamente” possível que seja só um António Costa, uma espécie de características qualificadamente amorfas.

1ª medida Boboniana:

  •     No inconseguimento de não conseguir gerar palavras lusitanas em tom de Cascais por favor dirigir-se ao Centro de Treinos de Alcochete e falar com o seu mestre linguístico.

2ª medida Boboniana:

  •    Num cenário de expulsão do Centro de Treinos de Alchochete por mau posicionamento táctico linguístico dirigir-se à Maria Helena Martins.

3ª medida Boboniana:

  •    Colocar o dinheiro em cima da mesa e ir se embora, seja feliz!

Claro que temos sempre uma amostra da desgraça, ele precisa de aulas urgentes Doutora Bobone, seja célere na execução das suas magias de Professora Karamba. Já mostrei este vídeo por aqui 2 vezes, coloca uma terceira, mais uma desgraça nunca é demais.

 

 

Para quem não tinha assistido antes entende esta mensagem que hoje escrevo? Oh Bobone fazemos uma Vaquinha Voadora e 2 bilhetes para a India, com tudo pago, tudo tudo tudo, inclusive uma mala com livros teus, talvez te domestiques também camarada.

Mauro Oliveira Pires

O Projecto de António Costa é o seu Ego

 

Em Portugal temos um problema com a liberdade, é estrutural. Não conciliamos bem a liberdade de opinião alheia com o que pensamos individualmente sobre determinado contexto da nossa vida em sociedade. Se somos simpatizantes de Partido X e não gostamos do novo líder eleito é porque estamos a dividir o Partido, se esse mesmo líder fez o mesmo ao líder anterior não interessa, é passar a borracha e seguir em frente. É isto o PSD. Um Partido que sim, coloca os interesses do País acima dos seus, Passos foi o expoente máximo, mas que não precisa de inimigos, porque já os tem lá dentro.

Somos um País tradicionalmente Socialista e estamos presos a um modelo Económico passado num contexto em que os Países de leste não estavam como estão hoje e a própria China que apresenta-se cada vez mais poderosa. Os Países de Leste fizeram reformas, flexibilizaram o mercado de trabalho, com nós o fizemos no tempo da Troika, daí a descida abrupta da taxa de desemprego, desceram impostos para as empresas e colocaram o “clima fiscal” previsível para um longo período de tempo.

Grande parte dos Países de leste hoje tem uma PIB per capita maior ou equivalente ao Português, grande parte cresce a taxas semelhantes ou superiores as nossas, mas crescem sustentadamente e com equilíbrio de longo prazo, não é foguetório da loja do chinês. Isto são reformas liberais, retirar o peso do Estado da Economia, desburocratizar o aparelho, facilitar a vida das pessoas e das empresas, deixar que cada um de nós construa o nosso caminho, cada um de nós sendo um proprietário do seu próprio destino. Foi assim que Thatcher colocou o Reino Unido na órbita do Mundo outra vez, foi assim que o Leste Europeu e os Balcãs são hoje pólos tecnológicos avançados e com Índices de Desenvolvimento Humano maiores que nós.

Tenho alguns gráficos fáceis de compreender de um País de Leste, República Checa, de como um Estado Menor e pactos de regime trazem benefícios para o País, e depois a pedalada é outra. Não nos queixemos, temos o que merecemos.

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Crescimento do PIB anual, Fonte: Trading Economics
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Despesa Pública em % do PIB, Fonte: Trading Economics
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Taxa de IRC, Fonte: Trading Economics

Fazendo um resumo breve dos três meninos aqui de cima. A República Checa tem hoje taxas de crescimento muito maiores que Portugal, se hoje discutimos o orgasmo de 2,8% eles crescem mais de 3% e a média de crescimento deles deste século é maior que 2% enquanto nós é de uns míseros 0,2%. Cortaram despesa pública em 21 anos perto de 13% do PIB, menos Estado gera mais crescimento, os recursos para se suportar o bebé chorão vão para outros sectores, libertamos a Economia do fardo. Tem uma taxa de IRC, o imposto que as empresas pagam sobre os lucros, mais baixo que a nossa que o Doutor Costa ainda por cima inverteu a descida devido à eliminação da reforma do IRC. Queremos crescer? Baixemos o IRC para baixo dos 10%, a Hungria já o fez e claro, não andemos a mexer no imposto ano sim ano não.

Portugal está sempre na linha da frente do pelotão de trás. Nem sempre foi assim, houve um tempo, mais ou menos 180 anos, que fomos respeitados, a maior potência marítima, económica e militar, não aproveitamos todo o capital acumulado para reinvestir em estruturas produtivas, mandámos embora quem tinha capital também e o resultado foi a primeira revolução industrial no Reino Unido e a ascensão dos Países Baixos. Portugal recebeu o ouro do Brasil, hoje os actuais fundos Europeus, e fez o mesmo de sempre, rico por fora pobre de espírito por dentro. Não temos estabilidade desde 1580 meus caros, tudo devido a políticos irresponsáveis e os poucos que o foram, morreram desprezados.

Se hoje continuamos na mesma armadilha socialista de sempre, surfar a onda do Banco Central Europeu, ganhando eleições com maioria absoluta para depois aplicar um pacote de reformas num cenário de crise, dizendo sempre que a culpa é da Europa e os carneiros vão atrás, para depois Costa se eternizar no poder. Chama-se a isto chico-espertismo Costista, pragmático quanto baste, perigoso como sempre. Um ser eternamente maquiavélico e com um jogo de cintura como poucos. Mas, lá está, é só isso, jogo de cintura, combate, guerra, Costa não assenta, é imprevisível, o projecto não é Portugal, é o seu Ego.

Enquanto continuamos a brincar na areia falando da lógica da batata, o Mundo move-se, a Iniciativa privada em Portugal é assaltada, odiada e vítima de um Monstro chamado Estado. Outros tornam-se competitivos, crescem e reformam. Os outros são Países, nós continuamos o Portugal dos Pequeninos, o País que se deslumbra por tudo e por nada.

Que pena.

Mauro Oliveira Pires

O Malcriado

Era um dia não muito nublado, tínhamos a ausência de tremores de terra, António Costa não estava aos saltinhos. Mas o António estava num processo neurótico e piroclástico muito avançado, dito por palavras fofas, Costa estava nervoso, queimado dos fusíveis, tinha vindo de um reunião canhota com os seus coadjuvantes de esquerda, já habitual em 2 anos de Governo. O nó da gravata estava apertadinho, de seguida Costa desaperta e fica com quilos a menos, o próximo terramoto estava adiado por mais uns tempos… Costa foi dar um passeio pela Assembleia da República, a Mortágua estava nos seus aposentos a cultivar Canábis, a Catarina estava nas redondezas, Jerónimo a preparar a festa do Avante no seu novo Smartphone, o anterior era de Staline.

Costa estava em processo de inconseguimento, queria descarregar em alguém, até que, chega Passos Coelho. Pedro Passos tinha saído de uma reunião do grupo parlamentar do PSD, tinha que se despedir dos seus deputados e da estrutura mais próxima. O Camarada Costa enche o peito, teve que encolher a barriga primeiro, e vai falar com Passos.

Costa: Oh Pedro! Sabes, eu tenho uma vontade “prelena” em te dizer(e) uma coisa…

Passos: Se é para me usurpares o isqueiro vais ter com a Catarina!

Costa: Nada disso Pedro, quero te desejar umas boas férias…

Passos: Não te aturar em debate é mel Camarada, é uma benção usurpador Costa.

Costa: Estais nervoso Pedro, tome Rennie.

Passos: Não sou eu que dou calinadas no Português e que me coliguei com canhotos do Jurássico…

Costa: A arte do malabarismo é para poucos! Só para os predestinados!

Passos: Concentra-te em comer mais Piri Piri e não beberes água, todos os terráqueos agradeciam.

Costa: Deixa estar, eu tenho o Rio, bebo de cebolada..

Passos: Bebes? Isso é discriminatório para os teus coadjuvantes Catarina e Jerónimo! Uns tu comes outros tu bebes, o Observatório das desigualdades anda cegueta!

Costa: O Rio é muito melhor que o Pedro, sabe é mais senhor!

Passos: Pronto, já vi que és invertido. Agora comes à esquerda e à direita da esquerda. Vê lá o que dás de comer ás crianças! Caril em tenra idade não parece aconselhado.

Costa achou que Passos passou dos limites e foi se embora queixar-se ao Pai todo poderoso Marcelo das Selfies em peregrinação a Belém. Ainda bem que isto é fictício, porque se não o Pacheco Pereira dizia que o Passos era malcriado, a Manuela que ele é deselegante, a Fernanda Câncio que lhe falta o doutoramento em transexuais e a Catarina que era o pior desastre desde a subida de Merkel ao poder.

Mauro Oliveira Pires

Eles Andam a Gozar Connosco

Se há coisa que me revolta imenso como cidadã é assistir a esta descarada falta de vergonha destes assaltantes de poder. Então como se explica que a lei SECRETA de financiamento aos partidos, vetada e bem pelo Presidente da República, depois do escândalo ter vindo a público, o PS diga descontraidamente que não vê nenhum problema na lei e por isso mantém as posições em relação à substância do diploma afirmando que volta a defender as mesmas posições? É simples: PS está falido e precisa urgentemente de cobrir a sua gestão partidária danosa e quer fazê-lo à conta dos otários de sempre: os contribuintes.

É preciso relembrar que o dito diploma vem introduzir o fim do tecto de receita de angariação de fundos  privados e ISENÇÃO TOTAL de IVA. Pior: tem efeitos retroactivos e aplica-se aos processos novos ou pendentes em julgamento.Assim, posiciona-se o PS que neste momento tem 7 acções em curso no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa onde reclama PRECISAMENTE (olha-me só a coincidência) para si a devolução do Fisco de IVA cobrado durante campanhas eleitorais! São cerca de 2 milhões de euros! Esta malta só pode estar a gozar connosco! E desde quando os partidos são entidades superiores aos cidadãos para terem este benefício?

O mais grave disto tudo é que os partidos todos recebem uma BOA subvenção pública por parte do Estado ou seja por parte de todos nós, pobres contribuintes. São cerca de 3€ por cada voto. Dirão que é a factura a pagar pela democracia. Que sem partidos não há democracia. Certo. Mas pergunto: E desde quando é que para ter democracia é preciso sustentar TANTA gente? Orgânicas tão complexas como se fossem autênticas fábricas de políticos? Quem foi que disse que com menos “pessoal”, menos encargos, menos despesas supérfluas em jantares, almoços, propagandas e passeios, a democracia sairia beliscada?

Na verdade TODOS os partidos querem que acreditemos que a gigantesca estrutura que eles criaram em volta deles faz falta ao país. Tretas! Só faz mesmo falta a eles próprios que se alimentam dela e a construíram de forma impenetrável para o comum cidadão. Onde as escolhas para o Parlamento são decididas pelo partido e não por sufrágio universal. Porque a nós cidadãos, não serve de todo. Se servisse, claramente, com tanto político intelectual nesses partidos, teríamos um país EXTRAORDINÁRIO com tudo do bom e do melhor a funcionar exemplarmente. Mas pelo contrário, vivemos numa espécie de Venezuela a caminho de uma Coreia do Norte? Podem explicar isto?

Não fosse a nossa integração na UE, e estarmos desde os anos 80 a viver à conta dos ricos da Europa e já nem uma Coreia do Norte seríamos! Seriámos uma miséria monumental europeia. Somos uns pobres mendigos  e rotos a fingir-nos ricos à conta de dívida. Muita muita dívida. Não brinquem com a nossa inteligência se faz favor.

Ao invés de leis de financiamento que aumentam regalias a partidos políticos, deviam ter a sensatez de REDUZIR e CORTAR como o fizeram aos cidadãos com o colapso recente do país. E nunca ao contrário. Mais: exigir maior controlo na gestão das contas dos partidos com mais penalizações a quem prevarica. Gerir dinheiros públicos exige responsabilidade e penas pesadas para quem não cumpre. Tal e qual como acontece com o cidadão.

Porque austeridade quando vem não pode ser sempre sobre os contribuintes para que os políticos continuem nas suas vidinhas fartas e sem sacrifícios. A isso chama-se gozar com a nossa cara e é de uma gravidade estonteante.

Já suportamos todos os anos a fio aumentos descarados de impostos a título de tudo e mais alguma coisa. Agora aumentam subvenções vitalícias a políticos e financiamento a partidos!

Mas estão a gozar ou quê?