O que é esta coisa do 25 de Novembro?

Ora bem para as mentes menos lúcidas e mais retrogradas o 25 de Novembro de 1975, marcou o início do triunfo de uma Revolução Democrática sobre a marcha revolucionária de esquerda que ameaçava o estado de Direito. Nas mentes mais abertas o 25 de Novembro é uma das datas mais importantes e que deveria ser vista por todos como uma vitória no que diz respeito à liberdade, palavra esta que é tão adorada e mencionada pelas forças de esquerda.

Vejamos o 25 de Abril de 1974 é uma data comemorativa da suposta liberdade, em que as forças das esquerdas radicais se opõem a ditadura de direita. Pois bem se uma data como esta deve ser assinalada por todos, uma data como o 25 de Novembro, jamais deverá passar despercebida. Vivemos num estado democrático onde a democracia é a “ferramenta principal” dos coitadinhos das esquerdas, mas ninguém se pode opor a eles e dizer que o 25 de Novembro é tão ou mais importante que o 25 de Abril.

A diferença aqui é mesmo a forma de estar na política, pois as esquerdas, sejam elas radicais ou não odeiam a liberdade, a democracia e sobretudo a pluralidade. Porque depois de tantos anos de ditadura de direita o povo Português mostrou não estar disposto a experimentar uma ditadura de esquerda colocando um ponto final no Processo Revolucionário em Curso o então conhecido (PREC).

Agora pergunto ao Sr. Primeiro-ministro de Portugal e por consequência ao Presidente da República o porquê da data de 25 de Novembro, não ser uma data em que se possa reflectir o que se passou ou seja ser feriado Nacional tal como na data de 25 de Abril, onde com a liberdade e força da nação felizmente não se viveu uma ditadura de esquerda.

Afinal parece que passado vários anos das tentativas falhadas de uma ditadura de esquerda, vivemos agora numa onde, as esquerdas se coligaram e voltámos a não ter liberdade e a poder festejar o 25 de Novembro. Vivemos num estado de esquerda absolutamente indisponível para ouvir a direita!

 

Nelson Correia Galhofo

O GOVERNO DAS DESCULPAS

Ora bem vivemos numa época governativa, para ser mais concreto, há dois anos para cá que não passa de um mero Governo de incapacidade e incompetência que muitas das vezes “roça” a negligência. Ultimamente tem-se sucedido situações que nem no Governo do “companheiro e honesto” amigo José Sócrates aconteciam. Mas certamente aconteciam outras situações que neste momento não acontecem, ou pelo menos, até agora ainda não acontecem e espero que não venham a acontecer e por consequência a descobrir-se mais tarde…

Neste momento temos um Governo de pedidos de desculpas e de desculpas. Ou seja por qualquer situação que aconteça pedem desculpa pelo ocorrido, mas como se não bastasse a ocorrência ainda fazem uma coisa à qual eu chamo de cobardia, que é não assumirem as responsabilidades e dizerem que a culpa era do anterior Governo.
Visto esta situação então vamos ver se percebo, comecemos pelos acontecimentos de Pedrógão Grande onde 65 pessoas perderam a vida e perto de 254 pessoas ficaram feridas, entre muitas outras pessoas que perderam as suas casas, terrenos e até o seu próprio sustento. E esta Geringonça, (porque chamar governo a “isto”, é ofender os verdadeiros Governos), pede desculpas pelo sucedido e diz que a culpa foi da anterior governação. Entretanto são apuradas responsabilidades, a Ministra da Administração Interna nem sabia muito bem o que andava lá a fazer e ficou tudo como se diz em bom Português, em “Águas de bacalhau”. Continuamos sem ter esta situação resolvida, as populações continuam à espera de uma actuação do Estado e a mesma não existe!

Passado pouco tempo da tragédia de Pedrógão Grande, voltamos a reviver uma tragédia ainda maior e pior que a de Pedrógão, nos dias 14 e 15 de Outubro nas zonas Norte e Centro do Pais “deflagraram” novos pontos de incêndio resultado de 44 perdas de vida e 70 feridos. Esta situação voltou a acontecer após o episódio de Pedrógão, o que é inadmissível. O Governo voltou novamente a pedir desculpa pela situação e a desculpar-se com o Governo anterior. Onde a “tia” Constança Urbano de Sousa se acabaria por demitir por incompetência, situação esta que já tinha sido pedida pela mesma após a tragédia de Pedrógão.

Como tudo isto ainda era pouco e para ficar “bem na fotografia” e não perdendo a oportunidade de desculpar a incompetência da “Tia” Constança, o Ministro da Administração Interna recém-eleito fecha a mítica discoteca de Lisboa, K Urban Beach após as agressões dos seguranças da discoteca a 2 jovens.

Com todas estas perdas de vida, o Governo tinha que conseguir fazer uma comemoração. Comemoração essa que foi um jantar no Panteão Nacional junto dos mortos, não junto das vítimas dos incêndios pois os cemitérios Municipais não são tão “finos” como o Panteão Nacional. O que viria a acontecer depois seria ainda mais engraçado, o Primeiro-ministro de Portugal viria a dizer na comunicação social que anteriormente já se tinha feito outros jantares no mesmo local. Lá sai mais uma desculpa do homem que nos governa.

Para finalizar, os 51 casos afectados pela bactéria Legionella que com a brincadeira das desculpas, causaram 5 perdas de vida … O que é que o Governo diz? Pede DESCULPA, pelas 5 perdas de vida.

Ora bem caro ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, actual Primeiro-ministro e futuro arguido num caso como o do amigo Sócrates, Dr. António Costa, chega de desculpas, o Pais precisa de pessoas competentes a governar e que não tenham medo de tomar responsabilidades e decisões! Precisamos de pessoas que não se desculpem com os anteriores governos! Precisamos sobretudo de seres humanos e não de indivíduos que sejam Ministros para receberem o resto da vida uma pensão! Chega!!!

 

Nelson Correia Galhofo

A GANÂNCIA DOS MERCADOS E OS SEUS ACTORES

Quando alguns políticos se referem à “ganância dos mercados”, muitas vezes secundados por reputados “doutores” em economia, utilizando a figura de estilo literário conhecida por personificação ou prosopopeia (atribuição de um sentimento humano a um ser ou entidade dele desprovido) mostram simplesmente não ter percebido em que consiste o mercado.

Para se falar em Mercado com inteira propriedade teremos presentes os requisitos de Liberdade, Capacidade e Conhecimento. A Liberdade de intervir na negociação e de acordar um preço é naturalmente o primeiro dos requisitos. A Capacidade de pagar o preço, de entregar o produto, de o diferenciar do produto concorrente, etc é o segundo dos requisitos. E por último, mas não menos importante, o Conhecimento – de que o comprador reconhece a utilidade esperada do produto, a alternativa à sua não-posse e que o vendedor conhece o esforço necessário para o repor.

Quem contrata um empréstimo, tem a vida imensamente simplificada pela natureza do bem que contrata – incomparavelmente mais simples do que comprar um cavalo, ou uma casa… Tratando-se de um bem não diferenciado, a commodity por excelência, o seu preço resultará unicamente do Mercado. Claro que, antes disso, teremos de saber a que Mercado nos referimos. Se contratamos um empréstimo num país com um numero muito restrito de bancos autorizados a realizar a operação, em regime de oligopólio, oberemos condições menos vantajosas, para essa operação do que as que se obteriam caso existisse um numero de bancos mais alargado.

Ora, no caso das OTRV (Obrigações do tesouro de Rendimento Variável), instrumento por excelência de captação de recursos que a República Portuguesa utiliza para se financiar, compete ao IGCP definir casuisticamente quem participa nesse mercado.

É o IGCP quem, nos termos do Dec. Lei 200/2012 no seu Artº 7º Atribuições, nos termos da alínea

m) Publicitar o calendário dos leilões de instrumentos de dívida pública e as respetivas condições, bem como definir as condições de aceitação das propostas, nomeadamente no que diz respeito às taxas de juro ou de rendimento dos títulos;

E quais as entidades que participam nesses leilões?

No seu site, aqui, a resposta é clara:

A colocação das OT em mercado primário é assegurada por um conjunto de instituições financeiras a quem está atribuído o estatuto de Operador Especializado em Valores do Tesouro (OEVT) ou de Operador de Mercado Primário (OMP). De acordo com este estatuto, cabe aos OEVT especiais obrigações em matéria de assegurar a liquidez das OT em mercado secundário.

E porquê essas e não outras? Que requisitos especiais tem de ter alguém que tem dinheiro para emprestar à nossa amada República? Pois, fique a saber aqui, que não basta ter dinheiro e querer prestar esse nobre serviço de financiar quem tantos planos tem de bem-fazer a todos nós,

“A atribuição dos estatutos de OEVT e OMP é feita com base na avaliação da capacidade das instituições financeiras para colocarem e negociarem, de uma forma consistente, os valores representativos de dívida pública portuguesa em mercados de dimensão internacional, europeia ou nacional, assegurando o acesso a uma base regular de investidores e contribuindo para a liquidez dos respetivos instrumentos em mercado secundário.”

Em síntese, temos uma instituição pública com o monopólio da procura – Joan Robinson chamou-lhe um Monopsónio – que cria um mercado, definindo o momento, os montantes, as características nominativas e escolhendo os intervenientes.

Quem brada contra a ganância do mercado (que o IGCP, uma instituição pública, define até ao seu mais ínfímo detalhe) poderá querer atingir a competência ou honorabilidade dessa instituição pública. Não é certamente essa a intenção de quem utiliza a expressão que aqui tenho vindo a tratar.

Mas não podemos deixar passar a ideia de que o Estado se financia numa selva de predadores, para onde vai nu.  Não, isto é tudo feito em ambiente controlado.
(Não sei se tomaram boa nota aqui da prosopopeia, não…? muito bem!)

Tão controlado que me repugna, enquanto libertário: Acho que essa função podia e devia ser feita (com vantagem) por instituições privadas, sem qualquer regulamento ou estatuto privilegiado…

Mãe? Pai? Vou mudar de sexo!

Existem situações inacreditáveis e esta é uma das quais não consigo compactuar de forma alguma. Um rapaz ou rapariga aos 16 anos puder mudar de sexo/ género no registo civil por vontade própria é algo que não é admissível, ainda com a possibilidade de existir um processo judicial para os progenitores caso eles se oponham à situação absurda.

Antes de mais dizer que esta cientificamente provado que um homem nunca irá conseguir ser uma mulher assim como uma mulher jamais conseguirá ser um homem, seja fisicamente e até mesmo psicologicamente.

Infelizmente hoje em dia temos muitos rapazes que são homossexuais assumidos e que se tentam passar pela figura feminina, usando os mesmos gestos, mesmas maneiras, as mesmas formas de estar, entre as mais infindáveis situações mas isso como já tive a oportunidade de dizer a alguns não é ser mulher mas sim ser qualquer coisa como uma “bicha”! Assim tal como existem inúmeras raparigas que tentam também de alguma forma ser o mais parecido possível com os rapazes o que repudio desde já. Cada um é como é, nasce como nasce e assim deve e tem que ser respeitado! Se é rapaz é rapaz, se é rapariga é rapariga!

Falo agora de uma das partes que me deixa mais preocupado, o que é que vai ser daqueles pais ao saberem que aquele filho quer mudar de sexo? Como é que aqueles pais que dão uma vida excelente, aos filhos para que eles possam vir a ser alguém no futuro se vão sentir? Na minha sincera opinião eu acho que qualquer pai ou mãe com “dois dedos de testa” se iria opor ao filho, até porque seria um péssimo exemplo para um outro filho mais novo que tivessem. E é certamente isso que vai acontecer e os pais jamais podem ser punidos por isso, onde é que já se viu um pai ou uma mãe ser punido por se preocupar com o seu próprio filho e com o seu futuro? É impossível concordar, que aos 16 anos os jovens já possam fazer uma “alteração” que os marcará para o resto da vida! Dizia até mesmo se calhar mais de 60% dos jovens aos 16 anos ainda vê desenhos animados, joga PC, PS3 e PS4. Não tem maturidade alguma para fazer uma “alteração” deste género.

Mas agora pergunto aos entendidos da Geringonça, se os jovens têm maturidade para fazer uma “alteração” destas que os marcará para a vida, como é que aos 16 anos ainda não tem maturidade certa para poderem votar? Isto é um ataque gravíssimo aos jovens. Pois é, aos 16 pode-se mudar de sexo, mas só aos 18 é que se pode votar… Meus caros sou muito franco, nem aos 18 anos deveria ser permitido mudar de sexo, como já disse anteriormente cada um nasce como nasce e é como é! Deixemos de viver em fascínios de videojogos das esquerdas e passemos a viver na vida real.

Outra das coisas com que mais me preocupo é a in aceitação por parte da sociedade, jamais a sociedade vai reconhecer um rapaz como uma rapariga ou vice-versa. Portanto para além toda a alteração que esse jovem vai ter que passar, ainda será mal visto pela sociedade como até mesmo vaiado e certamente será mais uma vítima de Bullying.

Mas calma ainda não é o suficiente as Geringonças querem ainda que exista o 3º sexo … O que é que é isto do 3ºsexo? Bem essa coisa do 3ºsexo não é mesmo nada. Não é do sexo Masculino, não é do sexo Feminino deve ser de um qualquer terceiro que as esquerdas irão criar… Devem do INDIFERENTE.

A minha questão é a seguinte, será que a líder do BE (Catarina Martins) alguma vez quis mudar de sexo e ninguém a deixou? Eu creio que sim…

Para se resolver um suposto “problema” que é o jovem querer mudar de sexo arranjamos 4 após a mudança…

 

Nelson Correia Galhofo

O problema disto tudo…

Depois de toda a situação ocorrida na discoteca de Lisboa, K Urban Beach onde 2 jovens foram violentamente espancados por “6 homens vestidos de preto” ou seja seguranças a discoteca foi encerrada, até ai tudo certo. Esperemos justiça a estes 6 indivíduos que agrediram violentamente estes 2 jovens.

Agora relembrar que não é a primeira vez que acontece na discoteca em questão. Relembrar ainda que não é o único estabelecimento nocturno em que isso acontece!

Na rua Cor de Rosa, uma das ruas mais frequentadas da cidade de Lisboa esta situação é mais que frequente diria até mesmo “o prato do dia”. Rua Cor de Rosa que é também uma das ruas da cidade com maior policiamento… Estranho!? Pois é apesar do grande policiamento que existe nesta rua onde “espancar pessoas” também é uma situação habitual pelos “bombados do costume”, a polícia não vê! Não vê ou não quer ver? Será que compactuam? A resposta é sim, grande parte dos agentes de autoridade pensa no seu próprio “umbigo” antes de fazer qualquer intervenção policial. Falo da Rua Cor de Rosa, mas não me esqueço de Santos, do Bairro Alto onde estas cenas de espancamento são mais que habituais.

É sem dúvida um bom arranque para o Ministro da Administração Interna o encerramento do Urban Beach, mas esta situação vai continuar a acontecer quer seja em discotecas quer seja em bares.

O ponto fulcral não são os estabelecimentos nocturnos mas sim as empresas de segurança privada. A melhor decisão do MAI seria mesmo fiscalizar “a pente fino” todas as empresas de segurança privada, de outra forma isto vai ser apenas uma gota num oceano negro.

 

 

O “Aborto” do PAN

O PAN desde a sua criação, em jeito de tornar a esquerda mais IN, tem sido um aborto completo. Tem um líder frouxo de ideias, bom saco de boxe quando a Catarina Martins quer espirrar ou quando o Jerónimo faz piadas em privado, não interessa, são conteúdos para adultos que o líder do PAN não pode ouvir, o ressentimento geraria um voo de debandada de vacas voadoras, não queremos outra crise de vacas locas, ainda nos entram em restaurantes.

O senhor André Silva, suponho eu, animal racional, pelo menos nos limites do que eu penso ser um animal racional, escreveu uma espécie de desabafo de inconseguimento artístico com umas pitadas construção social pelo meio, passo a citar parte do artigo com o título:” Um cidadão informado não bebe leite” que os caros leitores podem ver na revista Sábado:” Se até há pouco tempo a informação que chegava aos cidadãos era quase exclusivamente ditada pelo negócio do leite veiculada pelas campanhas publicitárias e pelos ecos mediáticos, sem qualquer contraditório, nos últimos anos, com a globalização e a democratização da informação através da internet, cada vez mais pessoas têm acesso a informação técnica e científica sobre os enormes impactos no ambiente, na saúde e na vida dos animais. Consumidores mais informados, fazem opções mais conscientes.”

O senhor continua…:” sem o lucro desmedido de outros tempos e sem argumentos válidos, o Negócio do Leite em vez de interpretar e acompanhar uma sociedade em evolução, opta por atacar os consumidores que, de forma consciente, cada vez menos compram os seus produtos. “, num momento mais calmo mas ainda irracional:”  Para manter uma produção quase ininterrupta de leite, na indústria as vacas têm de ser repetidamente forçadas a emprenhar através de inseminação artificial com separação das suas crias pouco tempo após o nascimento.” 

O senhor do PAN segue, pelo texto que até podem ler mais calmamente, uma linha ideológica da lógica da batata. Se os Vegans, os “activistas”, aqueles que andam com vestimentas alternativas, factos alternativos e permutativos cada vez que abusam da Maria Joana, estão sempre a fazer a cabeça ao engenheiro civil André Silva, imagino que saiba muito de nutrição, como eu sei de engenharia, então estamos conversados. Os políticos tem assessores formados e saídos directamente das fornadas do marxismo ideológico de certas Universidades Portuguesas, o que é bom para mim é para ti, o que eu quero todos querem, se o senhor do PAN não quer consumir leite problema é dele, eu quero consumir, apetece-me, simples, se me fizer mal problema é meu, pago as contas do hospital, não espero que um javali me entre lá para dentro e pague.

Cada um sabe de si, da sua vida, o que come o que consome, o que quer traçar para si próprio, não é um político de cartilha com tendências ostracizantes das liberdades individuais de cada um que nos vai mudar a alimentação. Já que não posso comer rissóis no Hospital, o Pai Estado não deixa, nem as minhas chamuças, vou passar a trazer embrulhados e a comer na sala de espera, só falta o André do PAN remexer nos embrulhos e nas malas das senhoras para revistas se os rissóis são de carne ou vegetarianos, ou se a bebida contém conteúdo lácteo. Mário Soares mandou um policia, faz uns bons anos, “passear”, o senhor do PAN pode seguir o mesmo caminho e que tome banho com leite de burra, talvez fique mais elucidativo das suas alucinações.

Já agora, esta tabela do Observador é tremendamente interessante para o Engenheiro Cívil, parece que a conspiração do leite, esse grande malefício, é neutro em geral para a saúde. Parece que o argumento da cabala dos vampirismos do leite caiu. Oh informação, és tão má!

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FONTE: Jornal Observador

 

Mauro Oliveira Pires.

 

 

 

 

 

 

 

 

Um Senhor!

É necessário dar os parabéns, imensos, ao Grémio Literário, instituição multidisciplinar, aberta, livre e plural que acolheu a excelente iniciativa que ocorreu ontem em Lisboa. Foi uma conferência sobre a dívida pública abordada no seu contexto histórico desde o século XIX até a actualidade. Os professores Rui Ramos e Maria de Fátima Bonifácio, cronistas no Jornal Observador,  estiveram à altura do desafio. Tenho é que apontar um problema que acho que no futuro se pode resolver, este tipo de conferências tem que ser viradas para o que é o cidadão normal, não para a gente da “casa”. A população portuguesa tem um grave défice de literacia financeira que condiciona as escolhas governamentais, que condicionam as políticas públicas ao nível finanças públicas a médio e longo prazo. Um País informado é um País com uma sociedade civil com opinião, com mobilidade elementos que em Portugal praticamente é inexistente. Este modelo de conferências é sempre um primeiro passo a dar, que vai crescendo e que tendo selos de qualidade como a presença do Ex-Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho.

Uma pessoa como eu, estive presente, estava calmamente à espera do começo da tertúlia, derrepente aparece Pedro Passos, como cidadão, não como político. Fez o que António Costa, Rui Rio, todo ou qualquer adversário seu, que não acrescentam nada ao País, não fizeram, esses ficam nos seus assentos, no seu conforto Oligárquico. Passos mais uma vez mostra que tem a Costela Liberal que o País precisa, a serenidade da mudança, não fala com as pessoas só na altura do voto nem faz sorrisos cínicos para ficar na selfie, Passos falou com quem o abordou, normalmente, explicou, detalhou com o seu tom professoral. Entre a esquerda socialista e a “direita” socialista, Passos era o manto da dignidade, tocar neste ponto é essencial, porque encontrar políticos com espírito de sacrifício e com espinha dorsal é como encontrar uma agulha no palheiro.

Passos também teve a sua intervenção no debate, tentou na sua forma habitual, serena, respondeu aos oradores, não fugiu, foi ele mesmo. Os mesmos defeitos que lhe apontam, foram os mesmos defeitos que nos salvaram. Falar é fácil, é o mero acto de mandar postas de pescada, devemos lhe algo, não é algo superficial, é algo que devia perdurar por gerações mas que se perdeu com Costa, o mero acto normal de respeito pelas instituições, pela comunicação social e pelos deveres de cada um.

Se queremos mudar o mesmo ciclo de sempre, outros resolvem a situação financeira deixada por uns, a direita portuguesa tem que ser verdadeiramente de direita, falar, não ter medo, sair do conforto. Governar na época de vacas magras é digno para os corajosos, mas indigno para quem quer fazer algo mais, cumprir Portugal é libertar o povo português de um Estado monstruoso para que estes façam o que melhor sabem, trabalhar, ser criativos e expandir os seus negócios como qualquer português faz no estrangeiro. Ser proprietário do seu destino. O Caminho é estreito, os perigos são imensos, os espinhos das rosas são crescentes, mas se há algo que com o que podemos contar com Passos Coelho é isso mesmo, a lealdade que será sempre igual a ele mesmo, leal ao País e às reformas que ainda não fez.

A dívida pública continua numa rota perigosa, inverteu o caminho de súbida devido aos reembolsos ao FMI e utilização de depósitos do Estado. O que interessa era descer o rácio para a campanha, não interessa para futuro, Costa não pensa no futuro, a não ser no seu. Termos um stock de dívida deste tamanho com uma crise financeira próxima, é habilitarmos-nos a ter um rácio de 140% ou mais em tempos de recessão. Uma coisa é termos um rácio de dívida de 105% antes do resgate, tudo saiu do tapete, foi consolidado. Estarmos entregues a aprendizes de feiticeiros que acham que fazer cativações e colocar o investimento público é algo estrutural e que vai fazer com que o défice orçamental fique controlado é um erro monumental, pois, se maioria das variáveis da despesa são rígidas e com tendência de aumento, numa outra conjuntura um défice de 1,3 ou 1,4% passa rapidamente a um défice 5 ou 6.

Facto, o povo aprendeu alguma coisa, os Portugueses estão menos dependentes do Estado, inovaram, criaram. O problema continua o mesmo, no Estado, nos políticos e na sua incapacidade de fazerem pactos de regime em áreas fundamentais.

Fazer este texto é isso mesmo, a mesma marca que o Pedro deixou na minha pessoa, deixou em muitos, em independentes, em Liberais em muita gente sem ser PSD, porque, uma vez na vida, viu um Político na sua forma nobre, não viu um oportunista barato, um cartilheiro que maioria deles Políticos foi neste tempo todo. Ser honesto neste País paga-se caro, mas terá frutos no futuro.

Mauro Oliveira Pires

Privatizem a RTP!

Nos últimos 6 anos a RTP recebeu praticamente 1000 Milhões de euros dos pagadores de impostos através da CAV (Contribuição para o Audiovisual), uma Taxa criada em 2003 que vem na fatura da eletricidade e que em média aumenta em 6% a conta da luz.

Este ano lá vão mais 186 Milhões de euros para a RTP roubados às pessoas e às atividades produtivas. Alguém inteligente no século XXI, com acesso a dezenas/centenas de canais privados (desde cinema, a desporto, a música, a notícias, entretenimento… Hollywood, FOX, Canal História, Discovery Channel, National Geographic, TVI 24, SIC N, MTV, etc.), com acesso a Netflixs da vida, Youtubes da internet e por aí acha que precisamos de um serviço de televisão público? Alguém no seu perfeito juízo vê de forma sensata serem roubados 186 milhões de euros para subsidiar algo que os privados (desde TV a Internet) já fazem? Ainda por cima falamos de algo com um share que deve rondar os 15% se tanto. A esmagadora maioria não vê este canal sequer.

A RTP se competisse num mercado livre, onde não tivesse subsídios e onde não tivesse o monopólio garantido pelo Estado de certos eventos que poderiam ser colocados a concurso entre privados e assim até render muito mais dinheiro aos cofres públicos (como a Eurovisão), provavelmente já nem existia. Para existir teria de se adaptar e reinventar como fazem as centenas de canais privados. Querem existir? Tenham público, receitas comerciais e donativos suficientes para se sustentarem. Isto sim seria justo.

No fim deste ano são 35 euros a cada “contribuinte” que poderiam ser poupados só nesta CAV. Talvez por ser um valor pequeno cada um de nós não dê muita importância e, assim, contas feitas no total, a maioria é explorada pela minoria em quase 185 milhões de euros num ano. Espero que um dia esta maioria com interesses dispersos se organize a sério para acabar com grupos de interesse como este que são uma pura perda económica.

Eu sei que em vários países na Europa se faz o mesmo e se paga muito mais, e daí? Lá por os outros roubarem os deles e preferirem ineficiências à coragem de lutar contra Lobbies e sindicatos não temos de fazer o mesmo. E também sei que na Constituição diz que “O Estado assegura a existência e o funcionamento de um serviço público de rádio e de televisão”, e daí? Já tivemos vários exemplos de que o que está na Constituição pode ser interpretado de várias formas. Em último caso isto é mais um motivo para mudar a Constituição (a juntar a dezenas que já existem).

Bernardo Blanco

Marcelo e dois anos de Presidencialismo

Hiperativo, irreverente, centro das atenções, unificador, o Presidente Sol, Rei Sol, Marcelo Rebelo de Sousa é isto e muito mais. Mas desde a sua eleição em Janeiro de 2016 que outro adjectivo é um excelente quantificador e qualificador da qualidade de Marcelo enquanto político, Marcelo é génio da táctica política. O xadrez das variáveis que dançam estão sempre a seu favor, o Presidente conhece como ninguém os meandros, cada canto, sabe temporizar o que diz, quando diz e porque diz. Experiência é conhecimento dizem uns, a verdade é que são muitos anos disto, muitos anos de sucesso e insucesso, muitos anos de muito marketing político televisivo, Marcelo sabe tudo, de todos e onde buscar quem sabe a informação.

Não foi por mero acaso que o Presidente, quando assumiu as rédeas do Palácio de Belém, construiu uma “central” de comunicação onde foi buscar muitos elementos que o acompanharam durante anos na TVI e Maria João Ruela da SIC que era boa coadjuvante com Marques Mendes, um ajudante passa informações oficial do Presidente Sol. Com isto, Marcelo tem um raio de acção sobre os seus adversários, sabe as coisas primeiro e age em conformidade. Como Professor Catedrático, de imensa qualidade diga-se, as colchas Constitucionais Marcelo sabe as cozer como ninguém, e saber interpretar a Constituição da República a seu favor, se Portugal é uma República Constitucional Semi-Presidencialista, onde o Presidente partilha o poder com o Primeiro-Ministro, tem alguma acção executiva, mas não a que Marcelo desejaria na altura.

Foi aqui que o génio da táctica de Marcelo entrou em acção. O católico fervoroso é e sempre foi afectuoso, gosta das pessoas, nasceu nas elites mas é dos poucos políticos Lisboetas que compreende a linguagem do povo, se Marcelo não pode ter mais poder por via Institucional, mudando a constituição,  e que tal usar a via informal? Ou seja, usar o poder popular para controlar o Governo como se de uma mão invisível fosse? Marcelo hoje tem 10 milhões atrás, é esse o poder de Marcelo, o popular, Costa quando bica queima-se e sabe disso.

Marcelo não é só amor, também é frio, calculista, detalhista, como qualquer político com um jogo de cintura acima da média, porque, consolidado o poder informal Presidencialista, ele é agora o Homem mais poderoso do País, Marcelo pode queimar todo e qualquer adversário, inclusive António Costa quando este não lhe servir. Muitos me dizem  na direita e me falam que, se Marcelo apoia a geringonça não merece o meu voto. Não é bem assim, Marcelo enquanto Presidente tem o dever de apoiar todos os governos de qualquer cor, mas também tem que olhar para as coisas que outros também não veem, um Governo fraco como o de Costa que está sempre em constante processo de equilibrismo, era o que Marcelo queria e desejava, podia finalmente satisfazer o seu ego e utilizar o seu poder. Com Passos era diferente, uma pessoa estável, respeitoso e reformadora tinha respeito institucional suficiente para não estar colado o suficiente a Marcelo, aliás, Costa estava sempre colado a Marcelo.

O afastamento de Marcelo a Costa é outro conteúdo táctico do génio, mas pode ficar para outro artigo. Os presentes são para se desembrulhar devagar…

Mauro Oliveira Pires

 

As Peúgas do Diabo

António Costa é um caso perdido, em Moçambique os mais velhos chamar-lhe-iam Matumbo, outros naja, outros cobra, eu chamo Pândego. A normalidade democrática e institucional de um País depende da respectiva normalidade das criaturas possivelmente normais que nós tentamos eleger, ele não foi eleito e vem ao caso, mas não interessa, a usurpação de cargos é uma eleição de bígamos, é a nova era do Pernil de porco temos que nos habituar, já que a nova “direita” está num processo de ver quem está mais à esquerda temos que andar de trolha na mão para afugentar passarinhos com sapatinho chique.

Os tipos de Lisboa tem a mania de ir para o campo de sapatinho, não sei se é Prada, assim seguia mesma linha do seu anterior dono, ou se é Armani, também seguia mas não ficava bem tamanha alta costura de mobilidade social de peúga verde ao Primeiro-Ministro, mas que interessa, ele nem sabe agarrar a enxada de bom jeito, tem medo dela, vê se mesmo que foi funcionário Público a vida toda, oh Costa não foste aos cursos das novas oportunidades do teu amigo pah que malcriado, a tua falta de chá assusta as ratazanas do largo do rato.

Infelizmente, em terras de comunicação social que tem clube definido, não é preciso dizer qual é, as evidências são tantas que é só olhar para o Miguel Sousa Tavares às segundas que fala por charadas e o Professor Karamba dos domingos Mendes que está sempre a pisar caminhos presidenciais, felizmente que ninguém quer um bruxo para Presidente da República, para percebermos que estamos cercados de gente bem pensante, que sabe como resolver tudo mas não se chega à frente, meninos, tem que se assumir!

Mas eles tem funções definidas, sempre que o camarada Costa dá calinadas de altíssimo nível linguístico eles estão sempre lá, sempre para bater nas costas do menino Babush, ele não tem defeitos são só erros de percurso, ele é Deus da política e imperador do discurso oral, até surgir o Badéfice que estraga a sopa de letras do menino Costa é tudo intriga do Oposição, até se esconder atrás das saias da Constança.

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Ele, o Imperador, o Costa, o Primeiro, pode dizer tudo o que quer que a comunicação social diz que é montagem, é culpa do Passos Coelho, ups já não está, vá é culpa do Ferro Rodrigues que está de calças na mão, mas nunca é do António Charadas da Costa, ele fala do Pinhal com Pinhas, que devia ser um Pinhal com Pinhas, mas quer plantar sobreiros, finalmente Jorge Jesus pode acasalar sobreiros com Pinhais e ajudar os seus avançados com medicamentos de avançada estirpe democrática.

Força Costa! Legaliza lá de vês a Cannábis! Mete mais tabaco.

Mauro Oliveira Pires

 

A Ideologia do Ódio

Era imperioso voltar a este tema. Sobretudo depois das reacções de algumas senhoras ao meu texto sobre assédio sexual. A discussão instalou-se no seio de algumas leitoras que de repente atacam como se houvesse discordância sobre o essencial. Mas há dúvida que TODAS as mulheres do Mundo abominam a violência e o abuso sexual sobre as mesmas? Pelo visto, sim. E a razão é muito simples: a ideologia do ódio já chegou também aqui.

O marxismo cultural é das ideologias mais perigosas que existem pela forma como se infiltra nas sociedades sem que as pessoas alvo se dêem conta. Fracturam, segregam e criam caos com recurso ao radicalismo extremista, para criar um novo Mundo facilmente dominável e dependente. É assim com os movimentos LGBT, com a questão islâmica, com as minorias  e agora as feministas. Como se estas questões não pudessem ser resolvidas com discursos moderados e sensatos apelando à aceitação e integração sem ódios. O problema é que do lado dos radicais não há espaço para o meio termo. Para o equilíbrio. Ou é tudo ou nada. Propositadamente. E é aqui que surgem as crispações.

Quando me insurjo contra as feministas extremistas não é porque aceito o assédio sexual. Abomino o assédio em todas as suas formas, sobre todas as pessoas, sejam mulheres, homens, idosos, crianças, deficientes, mendigos ou gays. É sim, porque abomino a ligeireza de rotular tudo como assédio. Porque o assédio é uma forma criminosa de subjugação, já contemplado na nossa legislação, a que ninguém pode ficar indiferente. Mas, cuidado! Passar de uma sociedade de homem machista que oprime e desrespeita mulheres para uma sociedade feminista machista que persegue agora os homens, não é evoluir. É inverter papeis de domínio.

Não quero que no futuro meu filho seja vítima desta loucura e vê-lo um dia ser preso porque tentou seduzir sem maldade, alguém.  As fronteiras entre o galanteio e o assédio estão de tal forma ténues que o simples olhar para uma rapariga bonita que passa na rua já é condenado. Foi exactamente isso que eu vi no programa da SIC, “E se Fosse Consigo”, em que uma miúda contabilizava de forma negativa todos os homens que a observavam à sua passagem como se isso fosse algo de terrível. Mas agora o que é belo não pode ter reacção? O que andamos nós a ensinar à nova geração? A odiar? Por outro lado, que reacção teriam as senhoras se um homem desfilasse na passadeira vermelha de Hollywood com uma vestimenta que pusesse seu sexo à mostra tal como algumas atrizes? Achariam ou não, provocatório? E se todas olhassem para ele, seria assédio? E levanta logo uma outra questão muito pertinente: e se for uma mulher a olhar para outra mulher bonita à sua passagem, é assédio? A ambiguidade desta questão levanta problemas sérios porque apesar de eu ser mulher nada me garante que outra fêmea homossexual não se sinta violada pelos meus olhos. E é esta questão interpretativa do que é ou não assédio, que convém travar antes que se torne lei. 

Outra questão que não suporto ouvir é que as mulheres não violam, não agridem, nem são protagonistas de assédio sexual. É falso. Elas não só fazem isto tudo como usam o assédio para atingir fins, sejam económicos, sejam profissionais. E nisto são peritas.  Sejamos honestos. Dizem essas feministas para se justificarem que, a existirem, estas  mulheres são em número reduzido. Falso outra vez. O que a vida me mostrou é que, não há queixas de assédio sexual por parte dos homens porque eles simplesmente não o vêem como crime. Aceitam e gostam. Não entram nunca por uma esquadra adentro para se queixarem do assédio (e elas sabem disso). Daí o silêncio das estatísticas.

Mas não são os únicos neste silêncio. Em tempos fui perseguida até ao limite por uma mulher a quem me neguei dar atenção depois de uma entrevista de trabalho. Seguiram-se ameaças constantes, mensagens e telefonemas  a qualquer hora do dia e noite. Acabou por desistir. Mas ainda hoje guardo tudo no tlm por precaução. Noutro episódio, num vestiário de uma loja de roupa, fui descaradamente tocada pela modista que me apertava o vestido. Nunca mais lá voltei. Dizer-se que  o assédio é uma mera questão masculina é redutor. Desde a libertação LGBT somos todos alvos. E elas, também agem de forma patológica sobre as vítimas. E nós mulheres também nos calamos sobre o assédio feminino.

As mulheres tardam em perceber que o fenómeno do assédio sexual masculino só se combate na educação de berço. Que são ELAS que têm o poder como mães de mudar esta realidade e que se temos os homens que temos é precisamente devido à educação que receberam ou não receberam da parte delas.

Porque todo o menino que aprende a respeitar, amar e proteger as meninas, com o exemplo dos pais em casa, não se torna num predador sexual.

Cristina Miranda

As Contas dos Partidos

Dei-me ao bom trabalho de analisar as contas dos Partidos em Portugal, neste caso,  os que tem assento no parlamento e os que são mais “históricos” digamos assim. PS, PSD, PCP, BE e CDS vão ser as presas do dia.

Vamos começar pelo Activo, Passivo e Capital Próprio, explicando primeiro os conceitos claro porque nem todos são contabilistas:

(1) Activo: É Todo o conjunto de bens e direitos que uma organização ou pessoa singular detêm que perfaz, digamos, o seu património ilíquido. Numa empresa a sua sede é um activo tangível por exemplo, porque tem conteúdo físico, toca-se. No Activo temos o Activo Corrente( bens e direitos de periodicidade inferior a 1 ano), como depósitos bancários e Caixa. Temos de seguida o Activo Não Corrente( Este já superior a 1 ano), como Terrenos. Em resumo é tudo aquilo que a empresa possui.

(2) Passivo: Se na perspectiva contabilística, o activo é uma conta a receber, por exemplo, um Passivo é a dívida, é a conta a pagar. O Passivo é todo o conjunto das Obrigações de uma Organização empresarial e subtrai-se ao Activo para apurarmos a situação patrimonial liquida da empresa, por outras palavras, o que a empresa realmente vale. Em Resumo é tudo aquilo que a empresa deve a terceiros.

(3) Capital Próprio: O Capital próprio é o valor do património liquido da empresa, quer dizer que se a empresa vender todos os seus activos pode saldas as suas dívidas na totalidade ou não, caso pague na totalidade e lhes sobre “dinheiro” temos o capital próprio positivo, a empresa é solvente, se o Capital próprio é zero a o activo e passivo são iguais e se ele é negativo a empresa está em falência técnica, quer dizer que depois de vender todos os seus bens e receber todos os seus direitos, isso não chega para saldar as suas dívidas.

Logo, Capital Próprio= Activo-Passivo.

Os Partidos em Portugal maioria está com uma situação patrimonial líquida positiva, PSD, PCP, BE e PEV estão com Activos superiores aos seus Passivos. Só CDS e PS, este numa situação caótica nas contas, estão numa situação patrimonial negativa.

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FONTE: Tribunal Constitucional, contas dos partidos.

Reparem que o PS tem um capital próprio de -6 milhões de euros negativos, quer dizer que o seu Passivo é superior ao seu Activo em valores aproximados de 6 milhões de euros. Quer dizer que, vendido todo o património ilíquido do PS, os seus bens e direitos, não dá para saldar as suas dívidas, inclusive com o CDS, mas o PS está numa situação incrivelmente pior. Maior parte do Passivo do PS é formado por financiamentos quer de curto quer de longo prazo, um Partido endividado gere um País ultra endividado, boa simbiose meus caros.

Mas, atenção, um Partido pode ser endividado, muito até, mas se tem um activo superior ao seu passivo, ser muito endividado não interessa por concreto, é o que se passa com muitos clubes portugueses de futebol, um dia fazemos aqui uma abordagem a esse assunto. Um Partido Político é um caso paradigmático, uma empresa com capitais próprios negativos está sempre mais perto de fechar, um Partido político continua a parasitar e a viver das subvenções partidárias, mais os maiores, não fechando.

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FONTE: Tribunal Constitucional, contas dos partidos 2016 PS

Como podem ver, como digo um pouco acima, tanto no que é o Passivo Não Corrente( Dívidas superiores a 1 ano) e Passivo Corrente( Inf. a 1 ano), maior parte da estrutura de dívida de cada um dessas rubricas são financiamentos obtidos. No Passivo Não Corrente, reparem que do total de Passivo Não Corrente no valor de perto 9,8 milhões de euros, 6 milhões são financiamentos obtidos. Do total de Passivo de 20,7 milhões de euros, 11,4 milhões são financiamentos obtidos ao Bancos quer de curtos quer de longo prazo.

Mas, como no Estado, o PS também deve a fornecedores, e bem, 3,35 milhões de euros aproximadamente. Reparem que em todos os partido isto acontece, mas nem todos estão em falência técnica como o PS.

Olhando para os rendimentos do PS, ou seja, como o Partido ganha dinheiro.

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FONTE: Tribunal Constitucional, Contas dos Partidos.

Reparem que, maior parte dos ganhos do PS vem das subvenções públicas do Estado, normal, os maiores Partidos recebem mais, depende do voto como óbvio, mas engraçado que o que é os rendimentos gerados pela “máquina” do Partido, quotas etc é muito pouco. Temos que pensar em mudar o modelo de financiamento partidário meus caros e não, não é dar mais dinheiro aos mesmos. Financiamento privado tem que ter mais peso na estrutura de financiamento dos Partidos.

Para finalizar, os que tem mais formação na área verificaram logo no primeiro gráfico que o PCP é o Partido mais rico de Portugal, é o que tem mais activo claramente, mas, acima de tudo, o que tem uma situação patrimonial líquida melhor e melhor deles todos, com um activo superior a 20 milhões de euros, uns verdadeiros capitalistas os camaradas.

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FONTE: Tribunal Constitucional, contas dos Partidos.

O PCP a nível dos rendimentos obtidos, é o partido mais equilibrado, mais homogéneo, com mais fontes de rendimentos diversificadas. É dos Partidos que menos depende da subvenção partidária na sua estrutura de ganhos, também derivado aos seus votos como é claro. De salientar que o PCP, é o Partido que mais vende, o que recebe mais em quotas, Contribuições e donativos dos seus camaradas e o que angaria mais em património. E esta hein? O Partido mais rico de um País Ocidental e com mais património é um Partido Comunista, dá que pensar.

As Vacas Voam.

Espero que a mini aula de contabilidade ajuda a aumentar um pouco os conhecimentos financeiros. Não temos só que fazer combate, temos que ajudar as pessoas a compreender.

Mauro Oliveira Pires

E tudo Trump Levou

Donald, filho de Fred Trump, e este filho de alemães emigrados nos EUA. A família de Trump queria o sonho Americano, queria um local onde poderia assentar, ser feliz e tirar rendimento do seu esforço pessoal e viver com dignidade. Enriqueceram, Fred teve Trump. Mais tarde, Fred concedeu a Donald 1 milhão de dólares para este construir o seu futuro, ou melhor, tentar construir. A simples prática da entrega de uma quantia avultada de dinheiro podia ser um peso para o Jovem Donald, não foi. Já de cedo se via a ambição, a coragem, a vontade criativa de desmontar o complexo. Donald Trump sempre foi o “fora da caixa”, o “irreverente”, o “egocêntrico” desde sempre, mas quando sabes que és bom neste Mundo mesquinho e tens qualidades e as queres demonstrar aos olhos dos outros, a chacina é sempre a ode das más línguas trapaçeiras.

Com 1 milhão de dólares na mão, Donald podia fazer como os outros miúdos de Manhattan oriundos das famílias mais abastadas, ou seja, ser arrogante. O ser arrogante dos aristocratas mais jovens era viver do dinheiro alheio e ficar à sombra desse mesmo dinheiro, Donald queria muito mais, e foi à procura do seu sucesso. Tal como o Pai Fred, Trump investiu no Imobiliário, Donald tinha jeito para a coisa. Olhou para Manhattan como ninguém tinha visto, era um bairro como os outros, mas Trump via potencial. Construiu, enriqueceu e nos anos 80 já era dos Homens mais ricos do Mundo. Como todo e qualquer empresário, fez más escolhas, mas, lá está, quem não fica no sofá arrisca e pode perder ou ganhar, Trump perdeu e ganhou como qualquer empreendedor, foi à falência e reergueu-se à Donald, passando por cima de todos como um tractor.

Disciplinado, demais até no trabalho, mania das grandezas, dizem, narciso, dizem outros, corajoso e criativo, dizem os que sussurram, Trump é isto e muito mais, é um Self made Men, um Homem com energia e com espírito Americano. Mas, há uma coisa que os democratas Globalistas não perdoam, não fez carreira a parasitar os outros, não precisou da política para chegar onde chegou, claro que teve conexões, por exemplo com o Mayor de Nova Iorque, não se davam bem, mas entendiam-se no essencial, especialmente para ter vantagens fiscais, aproveitava-se das falhas do sistema e fazia bem. Trump renovou Nova Iorque, deu lhe estilo e vigor, os políticos de cartilha tem medo, muito, receiam que o Homem que não tem a maçonaria por de trás acabe com o ninho de influências e de teatro mal feito que tanto democratas como republicanos faziam no passado e fazem no presente.

Trump é um remédio “feio” necessário ao vírus “bonito” do establisment. Trump é estritamente necessário para acabar com a classe política vigente e criar outra nova, uma classe que tem que ter como base o mérito, os melhores, não os do Partido escolhidos a dedo, ou por favores, ou ainda retirados e formatados das juventudes Partidárias como de fornadas fossem. A comunicação social quer lhe na rua, os líderes Mundiais que servem o politicamente correcto querem no na rua, a fantochada que se tornou o planeta terra quer Trump na rua, mais um motivo para se gostar dele. Trump não é carneiro.

A Clinton News Network(CNN) entre outra comunicação social de cartilha tem que se esforçar mais, a sua reeleição está à porta! Obrigado Donald!

Mauro Oliveira Pires

Onde Estão os Hipócritas Defensores dos Direitos Humanos?

Há um silêncio ensurdecedor à volta do que se passa na Venezuela. A começar pela comunicação social, essa aliada do governo em ofuscar, omitir ou atenuar tudo o que possa beliscar quem manda agora neste país. Eles que não nos poupam com o Trump seja porque bebeu água com as duas mãos, seja por causa de uns exames médicos que fez, seja por umas calinadas linguísticas, aqui tudo é importante escrutinar TODOS OS DIAS (tudo que não seja positivo, claro) sobre esta criatura. E a Venezuela com mais de 500 mil luso-descendentes a morrer à fome, miséria, opressão, não interessa? Onde estão agora, também, os intelectuais e os políticos que tinham em Maduro uma referência política? Ficaram mudos porquê? Estes portugueses não interessam a ninguém?

A Venezuela está a ser assassinada por um louco que mata a economia apesar de ser um grande produtor de petróleo (mas que ironia), provocando escassez severa de alimentos com uma inflação de mais de 2,300%. Que mata opositores entre eles Oscar Perez. Que mata o povo por falta de assistência médica. Que mata crianças por falta de comida. Um louco fanático que para não reconhecer o fracasso das suas políticas de esquerda rejeita apoio internacional. Mas um louco com lucidez suficiente para desarmar a população e aceitar ajuda de Cuba com milícias da sua tropa de elite, as “Vespas Negras “, para oprimir movimentos populares usando qualquer método dissuasivo como tortura ou morte. Com lucidez suficiente para comprar pessoas com caixas de comida barata para assegurar votos sob coação e manter-se eternamente no poder (não sei o que isto me lembra).

Entretanto há 31 milhões de pessoas desesperadas para sobreviver à morte certa. Fugas em massa com quilómetros de fila para a Colômbia, assaltos a supermercados e armazéns de comida, apedrejamento de vacas em propriedades privadas para matar a fome, a comerem do lixo, a comerem alimento para cães com a ONU a observar, observar, observar… que é o que de melhor sabe fazer. Observar. No meio deste observatório todo, marca debates, uns atrás dos outros, e vejam só até houve lugar a elogios ao esforço da Venezuela ao introduzir uma série de medidas em linha com as que foram recomendadas por Alfred de Zayas,( especialista independente da ONU para a promoção de uma ordem internacional democrática e equitativa), para melhorar a distribuição de alimentos e medicamentos. Está-se mesmo a ver o esforço de Maduro. Até lhe sinto o suor daqui… Francamente!

A História já nos demonstrou que com loucos tem de haver uma acção drástica por parte da Comunidade Internacional para resgatar os povos da morte e não esta hipocrisia monumental do “faz de conta que não é assim tão grave”. Lembram-se do holocausto nazi? Enquanto decorria quem conseguiu escapar denunciou a chacina. Revelou os campos de concentração. Que fizeram os aliados? No imediato, nada. Só dois anos e meio depois. Porque se o tivessem feito, muitas vidas teriam sido poupadas. Factos.

Nem mesmo com as evidências todas de uma nação literalmente a morrer de fome (veja aqui) a Comunidade Internacional se mexe para acudir a esta catástrofe humanitária. Onde andam os histéricos defensores dos direitos do homem? Não andam. Sumiram.

Quem sabe se isto fosse antes um caso de pseudo assédio de artistas de Hollywood ou uma manifestação contra Trump ou alguém a manifestar-se contra a islamização da Europa, a agitação não fosse maior e aí já teria destaque no “prime time” televisivo. A toda a hora.

Quem sabe.

Cristina Miranda

As 150.000 Cabras de Sócrates

Imaginem que as cabras querem um salário, imaginem que começam a lutar por direitos adquiridos, imaginem que o Arménio arranja uma trolha e se junta ás meninas, depois como fica o Governo na História? A culpa é do Passos Coelho claro.

Imaginem outra vez que não lhes apetece o “combustível da floresta”, e temos um problema com caviar do pastor, imaginem também que só comem erva dos Açores e isto tudo foi dinheiro mal gasto.

Imaginem uma última vez que José Sócrates teve a ideia em 2010 e deu BOLA. Que o seu ex braço direito a tenha ressuscitado da cela não admira, resta saber se as Cabras  se revoltam contra os patrões, isso é que era de louvar!

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Costa, a inovação das cabras já não se faz, parece que as 150 mil cabras de Sócrates não chegam…

Vejam a segunda foto em Partido Libertário.