Autor: Mauro Oliveira Pires

O “Aborto” do PAN

O PAN desde a sua criação, em jeito de tornar a esquerda mais IN, tem sido um aborto completo. Tem um líder frouxo de ideias, bom saco de boxe quando a Catarina Martins quer espirrar ou quando o Jerónimo faz piadas em privado, não interessa, são conteúdos para adultos que o líder do PAN não pode ouvir, o ressentimento geraria um voo de debandada de vacas voadoras, não queremos outra crise de vacas locas, ainda nos entram em restaurantes.

O senhor André Silva, suponho eu, animal racional, pelo menos nos limites do que eu penso ser um animal racional, escreveu uma espécie de desabafo de inconseguimento artístico com umas pitadas construção social pelo meio, passo a citar parte do artigo com o título:” Um cidadão informado não bebe leite” que os caros leitores podem ver na revista Sábado:” Se até há pouco tempo a informação que chegava aos cidadãos era quase exclusivamente ditada pelo negócio do leite veiculada pelas campanhas publicitárias e pelos ecos mediáticos, sem qualquer contraditório, nos últimos anos, com a globalização e a democratização da informação através da internet, cada vez mais pessoas têm acesso a informação técnica e científica sobre os enormes impactos no ambiente, na saúde e na vida dos animais. Consumidores mais informados, fazem opções mais conscientes.”

O senhor continua…:” sem o lucro desmedido de outros tempos e sem argumentos válidos, o Negócio do Leite em vez de interpretar e acompanhar uma sociedade em evolução, opta por atacar os consumidores que, de forma consciente, cada vez menos compram os seus produtos. “, num momento mais calmo mas ainda irracional:”  Para manter uma produção quase ininterrupta de leite, na indústria as vacas têm de ser repetidamente forçadas a emprenhar através de inseminação artificial com separação das suas crias pouco tempo após o nascimento.” 

O senhor do PAN segue, pelo texto que até podem ler mais calmamente, uma linha ideológica da lógica da batata. Se os Vegans, os “activistas”, aqueles que andam com vestimentas alternativas, factos alternativos e permutativos cada vez que abusam da Maria Joana, estão sempre a fazer a cabeça ao engenheiro civil André Silva, imagino que saiba muito de nutrição, como eu sei de engenharia, então estamos conversados. Os políticos tem assessores formados e saídos directamente das fornadas do marxismo ideológico de certas Universidades Portuguesas, o que é bom para mim é para ti, o que eu quero todos querem, se o senhor do PAN não quer consumir leite problema é dele, eu quero consumir, apetece-me, simples, se me fizer mal problema é meu, pago as contas do hospital, não espero que um javali me entre lá para dentro e pague.

Cada um sabe de si, da sua vida, o que come o que consome, o que quer traçar para si próprio, não é um político de cartilha com tendências ostracizantes das liberdades individuais de cada um que nos vai mudar a alimentação. Já que não posso comer rissóis no Hospital, o Pai Estado não deixa, nem as minhas chamuças, vou passar a trazer embrulhados e a comer na sala de espera, só falta o André do PAN remexer nos embrulhos e nas malas das senhoras para revistas se os rissóis são de carne ou vegetarianos, ou se a bebida contém conteúdo lácteo. Mário Soares mandou um policia, faz uns bons anos, “passear”, o senhor do PAN pode seguir o mesmo caminho e que tome banho com leite de burra, talvez fique mais elucidativo das suas alucinações.

Já agora, esta tabela do Observador é tremendamente interessante para o Engenheiro Cívil, parece que a conspiração do leite, esse grande malefício, é neutro em geral para a saúde. Parece que o argumento da cabala dos vampirismos do leite caiu. Oh informação, és tão má!

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FONTE: Jornal Observador

 

Mauro Oliveira Pires.

 

 

 

 

 

 

 

 

Um Senhor!

É necessário dar os parabéns, imensos, ao Grémio Literário, instituição multidisciplinar, aberta, livre e plural que acolheu a excelente iniciativa que ocorreu ontem em Lisboa. Foi uma conferência sobre a dívida pública abordada no seu contexto histórico desde o século XIX até a actualidade. Os professores Rui Ramos e Maria de Fátima Bonifácio, cronistas no Jornal Observador,  estiveram à altura do desafio. Tenho é que apontar um problema que acho que no futuro se pode resolver, este tipo de conferências tem que ser viradas para o que é o cidadão normal, não para a gente da “casa”. A população portuguesa tem um grave défice de literacia financeira que condiciona as escolhas governamentais, que condicionam as políticas públicas ao nível finanças públicas a médio e longo prazo. Um País informado é um País com uma sociedade civil com opinião, com mobilidade elementos que em Portugal praticamente é inexistente. Este modelo de conferências é sempre um primeiro passo a dar, que vai crescendo e que tendo selos de qualidade como a presença do Ex-Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho.

Uma pessoa como eu, estive presente, estava calmamente à espera do começo da tertúlia, derrepente aparece Pedro Passos, como cidadão, não como político. Fez o que António Costa, Rui Rio, todo ou qualquer adversário seu, que não acrescentam nada ao País, não fizeram, esses ficam nos seus assentos, no seu conforto Oligárquico. Passos mais uma vez mostra que tem a Costela Liberal que o País precisa, a serenidade da mudança, não fala com as pessoas só na altura do voto nem faz sorrisos cínicos para ficar na selfie, Passos falou com quem o abordou, normalmente, explicou, detalhou com o seu tom professoral. Entre a esquerda socialista e a “direita” socialista, Passos era o manto da dignidade, tocar neste ponto é essencial, porque encontrar políticos com espírito de sacrifício e com espinha dorsal é como encontrar uma agulha no palheiro.

Passos também teve a sua intervenção no debate, tentou na sua forma habitual, serena, respondeu aos oradores, não fugiu, foi ele mesmo. Os mesmos defeitos que lhe apontam, foram os mesmos defeitos que nos salvaram. Falar é fácil, é o mero acto de mandar postas de pescada, devemos lhe algo, não é algo superficial, é algo que devia perdurar por gerações mas que se perdeu com Costa, o mero acto normal de respeito pelas instituições, pela comunicação social e pelos deveres de cada um.

Se queremos mudar o mesmo ciclo de sempre, outros resolvem a situação financeira deixada por uns, a direita portuguesa tem que ser verdadeiramente de direita, falar, não ter medo, sair do conforto. Governar na época de vacas magras é digno para os corajosos, mas indigno para quem quer fazer algo mais, cumprir Portugal é libertar o povo português de um Estado monstruoso para que estes façam o que melhor sabem, trabalhar, ser criativos e expandir os seus negócios como qualquer português faz no estrangeiro. Ser proprietário do seu destino. O Caminho é estreito, os perigos são imensos, os espinhos das rosas são crescentes, mas se há algo que com o que podemos contar com Passos Coelho é isso mesmo, a lealdade que será sempre igual a ele mesmo, leal ao País e às reformas que ainda não fez.

A dívida pública continua numa rota perigosa, inverteu o caminho de súbida devido aos reembolsos ao FMI e utilização de depósitos do Estado. O que interessa era descer o rácio para a campanha, não interessa para futuro, Costa não pensa no futuro, a não ser no seu. Termos um stock de dívida deste tamanho com uma crise financeira próxima, é habilitarmos-nos a ter um rácio de 140% ou mais em tempos de recessão. Uma coisa é termos um rácio de dívida de 105% antes do resgate, tudo saiu do tapete, foi consolidado. Estarmos entregues a aprendizes de feiticeiros que acham que fazer cativações e colocar o investimento público é algo estrutural e que vai fazer com que o défice orçamental fique controlado é um erro monumental, pois, se maioria das variáveis da despesa são rígidas e com tendência de aumento, numa outra conjuntura um défice de 1,3 ou 1,4% passa rapidamente a um défice 5 ou 6.

Facto, o povo aprendeu alguma coisa, os Portugueses estão menos dependentes do Estado, inovaram, criaram. O problema continua o mesmo, no Estado, nos políticos e na sua incapacidade de fazerem pactos de regime em áreas fundamentais.

Fazer este texto é isso mesmo, a mesma marca que o Pedro deixou na minha pessoa, deixou em muitos, em independentes, em Liberais em muita gente sem ser PSD, porque, uma vez na vida, viu um Político na sua forma nobre, não viu um oportunista barato, um cartilheiro que maioria deles Políticos foi neste tempo todo. Ser honesto neste País paga-se caro, mas terá frutos no futuro.

Mauro Oliveira Pires

Marcelo e dois anos de Presidencialismo

Hiperativo, irreverente, centro das atenções, unificador, o Presidente Sol, Rei Sol, Marcelo Rebelo de Sousa é isto e muito mais. Mas desde a sua eleição em Janeiro de 2016 que outro adjectivo é um excelente quantificador e qualificador da qualidade de Marcelo enquanto político, Marcelo é génio da táctica política. O xadrez das variáveis que dançam estão sempre a seu favor, o Presidente conhece como ninguém os meandros, cada canto, sabe temporizar o que diz, quando diz e porque diz. Experiência é conhecimento dizem uns, a verdade é que são muitos anos disto, muitos anos de sucesso e insucesso, muitos anos de muito marketing político televisivo, Marcelo sabe tudo, de todos e onde buscar quem sabe a informação.

Não foi por mero acaso que o Presidente, quando assumiu as rédeas do Palácio de Belém, construiu uma “central” de comunicação onde foi buscar muitos elementos que o acompanharam durante anos na TVI e Maria João Ruela da SIC que era boa coadjuvante com Marques Mendes, um ajudante passa informações oficial do Presidente Sol. Com isto, Marcelo tem um raio de acção sobre os seus adversários, sabe as coisas primeiro e age em conformidade. Como Professor Catedrático, de imensa qualidade diga-se, as colchas Constitucionais Marcelo sabe as cozer como ninguém, e saber interpretar a Constituição da República a seu favor, se Portugal é uma República Constitucional Semi-Presidencialista, onde o Presidente partilha o poder com o Primeiro-Ministro, tem alguma acção executiva, mas não a que Marcelo desejaria na altura.

Foi aqui que o génio da táctica de Marcelo entrou em acção. O católico fervoroso é e sempre foi afectuoso, gosta das pessoas, nasceu nas elites mas é dos poucos políticos Lisboetas que compreende a linguagem do povo, se Marcelo não pode ter mais poder por via Institucional, mudando a constituição,  e que tal usar a via informal? Ou seja, usar o poder popular para controlar o Governo como se de uma mão invisível fosse? Marcelo hoje tem 10 milhões atrás, é esse o poder de Marcelo, o popular, Costa quando bica queima-se e sabe disso.

Marcelo não é só amor, também é frio, calculista, detalhista, como qualquer político com um jogo de cintura acima da média, porque, consolidado o poder informal Presidencialista, ele é agora o Homem mais poderoso do País, Marcelo pode queimar todo e qualquer adversário, inclusive António Costa quando este não lhe servir. Muitos me dizem  na direita e me falam que, se Marcelo apoia a geringonça não merece o meu voto. Não é bem assim, Marcelo enquanto Presidente tem o dever de apoiar todos os governos de qualquer cor, mas também tem que olhar para as coisas que outros também não veem, um Governo fraco como o de Costa que está sempre em constante processo de equilibrismo, era o que Marcelo queria e desejava, podia finalmente satisfazer o seu ego e utilizar o seu poder. Com Passos era diferente, uma pessoa estável, respeitoso e reformadora tinha respeito institucional suficiente para não estar colado o suficiente a Marcelo, aliás, Costa estava sempre colado a Marcelo.

O afastamento de Marcelo a Costa é outro conteúdo táctico do génio, mas pode ficar para outro artigo. Os presentes são para se desembrulhar devagar…

Mauro Oliveira Pires

 

As Peúgas do Diabo

António Costa é um caso perdido, em Moçambique os mais velhos chamar-lhe-iam Matumbo, outros naja, outros cobra, eu chamo Pândego. A normalidade democrática e institucional de um País depende da respectiva normalidade das criaturas possivelmente normais que nós tentamos eleger, ele não foi eleito e vem ao caso, mas não interessa, a usurpação de cargos é uma eleição de bígamos, é a nova era do Pernil de porco temos que nos habituar, já que a nova “direita” está num processo de ver quem está mais à esquerda temos que andar de trolha na mão para afugentar passarinhos com sapatinho chique.

Os tipos de Lisboa tem a mania de ir para o campo de sapatinho, não sei se é Prada, assim seguia mesma linha do seu anterior dono, ou se é Armani, também seguia mas não ficava bem tamanha alta costura de mobilidade social de peúga verde ao Primeiro-Ministro, mas que interessa, ele nem sabe agarrar a enxada de bom jeito, tem medo dela, vê se mesmo que foi funcionário Público a vida toda, oh Costa não foste aos cursos das novas oportunidades do teu amigo pah que malcriado, a tua falta de chá assusta as ratazanas do largo do rato.

Infelizmente, em terras de comunicação social que tem clube definido, não é preciso dizer qual é, as evidências são tantas que é só olhar para o Miguel Sousa Tavares às segundas que fala por charadas e o Professor Karamba dos domingos Mendes que está sempre a pisar caminhos presidenciais, felizmente que ninguém quer um bruxo para Presidente da República, para percebermos que estamos cercados de gente bem pensante, que sabe como resolver tudo mas não se chega à frente, meninos, tem que se assumir!

Mas eles tem funções definidas, sempre que o camarada Costa dá calinadas de altíssimo nível linguístico eles estão sempre lá, sempre para bater nas costas do menino Babush, ele não tem defeitos são só erros de percurso, ele é Deus da política e imperador do discurso oral, até surgir o Badéfice que estraga a sopa de letras do menino Costa é tudo intriga do Oposição, até se esconder atrás das saias da Constança.

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Ele, o Imperador, o Costa, o Primeiro, pode dizer tudo o que quer que a comunicação social diz que é montagem, é culpa do Passos Coelho, ups já não está, vá é culpa do Ferro Rodrigues que está de calças na mão, mas nunca é do António Charadas da Costa, ele fala do Pinhal com Pinhas, que devia ser um Pinhal com Pinhas, mas quer plantar sobreiros, finalmente Jorge Jesus pode acasalar sobreiros com Pinhais e ajudar os seus avançados com medicamentos de avançada estirpe democrática.

Força Costa! Legaliza lá de vês a Cannábis! Mete mais tabaco.

Mauro Oliveira Pires

 

As Contas dos Partidos

Dei-me ao bom trabalho de analisar as contas dos Partidos em Portugal, neste caso,  os que tem assento no parlamento e os que são mais “históricos” digamos assim. PS, PSD, PCP, BE e CDS vão ser as presas do dia.

Vamos começar pelo Activo, Passivo e Capital Próprio, explicando primeiro os conceitos claro porque nem todos são contabilistas:

(1) Activo: É Todo o conjunto de bens e direitos que uma organização ou pessoa singular detêm que perfaz, digamos, o seu património ilíquido. Numa empresa a sua sede é um activo tangível por exemplo, porque tem conteúdo físico, toca-se. No Activo temos o Activo Corrente( bens e direitos de periodicidade inferior a 1 ano), como depósitos bancários e Caixa. Temos de seguida o Activo Não Corrente( Este já superior a 1 ano), como Terrenos. Em resumo é tudo aquilo que a empresa possui.

(2) Passivo: Se na perspectiva contabilística, o activo é uma conta a receber, por exemplo, um Passivo é a dívida, é a conta a pagar. O Passivo é todo o conjunto das Obrigações de uma Organização empresarial e subtrai-se ao Activo para apurarmos a situação patrimonial liquida da empresa, por outras palavras, o que a empresa realmente vale. Em Resumo é tudo aquilo que a empresa deve a terceiros.

(3) Capital Próprio: O Capital próprio é o valor do património liquido da empresa, quer dizer que se a empresa vender todos os seus activos pode saldas as suas dívidas na totalidade ou não, caso pague na totalidade e lhes sobre “dinheiro” temos o capital próprio positivo, a empresa é solvente, se o Capital próprio é zero a o activo e passivo são iguais e se ele é negativo a empresa está em falência técnica, quer dizer que depois de vender todos os seus bens e receber todos os seus direitos, isso não chega para saldar as suas dívidas.

Logo, Capital Próprio= Activo-Passivo.

Os Partidos em Portugal maioria está com uma situação patrimonial líquida positiva, PSD, PCP, BE e PEV estão com Activos superiores aos seus Passivos. Só CDS e PS, este numa situação caótica nas contas, estão numa situação patrimonial negativa.

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FONTE: Tribunal Constitucional, contas dos partidos.

Reparem que o PS tem um capital próprio de -6 milhões de euros negativos, quer dizer que o seu Passivo é superior ao seu Activo em valores aproximados de 6 milhões de euros. Quer dizer que, vendido todo o património ilíquido do PS, os seus bens e direitos, não dá para saldar as suas dívidas, inclusive com o CDS, mas o PS está numa situação incrivelmente pior. Maior parte do Passivo do PS é formado por financiamentos quer de curto quer de longo prazo, um Partido endividado gere um País ultra endividado, boa simbiose meus caros.

Mas, atenção, um Partido pode ser endividado, muito até, mas se tem um activo superior ao seu passivo, ser muito endividado não interessa por concreto, é o que se passa com muitos clubes portugueses de futebol, um dia fazemos aqui uma abordagem a esse assunto. Um Partido Político é um caso paradigmático, uma empresa com capitais próprios negativos está sempre mais perto de fechar, um Partido político continua a parasitar e a viver das subvenções partidárias, mais os maiores, não fechando.

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FONTE: Tribunal Constitucional, contas dos partidos 2016 PS

Como podem ver, como digo um pouco acima, tanto no que é o Passivo Não Corrente( Dívidas superiores a 1 ano) e Passivo Corrente( Inf. a 1 ano), maior parte da estrutura de dívida de cada um dessas rubricas são financiamentos obtidos. No Passivo Não Corrente, reparem que do total de Passivo Não Corrente no valor de perto 9,8 milhões de euros, 6 milhões são financiamentos obtidos. Do total de Passivo de 20,7 milhões de euros, 11,4 milhões são financiamentos obtidos ao Bancos quer de curtos quer de longo prazo.

Mas, como no Estado, o PS também deve a fornecedores, e bem, 3,35 milhões de euros aproximadamente. Reparem que em todos os partido isto acontece, mas nem todos estão em falência técnica como o PS.

Olhando para os rendimentos do PS, ou seja, como o Partido ganha dinheiro.

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FONTE: Tribunal Constitucional, Contas dos Partidos.

Reparem que, maior parte dos ganhos do PS vem das subvenções públicas do Estado, normal, os maiores Partidos recebem mais, depende do voto como óbvio, mas engraçado que o que é os rendimentos gerados pela “máquina” do Partido, quotas etc é muito pouco. Temos que pensar em mudar o modelo de financiamento partidário meus caros e não, não é dar mais dinheiro aos mesmos. Financiamento privado tem que ter mais peso na estrutura de financiamento dos Partidos.

Para finalizar, os que tem mais formação na área verificaram logo no primeiro gráfico que o PCP é o Partido mais rico de Portugal, é o que tem mais activo claramente, mas, acima de tudo, o que tem uma situação patrimonial líquida melhor e melhor deles todos, com um activo superior a 20 milhões de euros, uns verdadeiros capitalistas os camaradas.

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FONTE: Tribunal Constitucional, contas dos Partidos.

O PCP a nível dos rendimentos obtidos, é o partido mais equilibrado, mais homogéneo, com mais fontes de rendimentos diversificadas. É dos Partidos que menos depende da subvenção partidária na sua estrutura de ganhos, também derivado aos seus votos como é claro. De salientar que o PCP, é o Partido que mais vende, o que recebe mais em quotas, Contribuições e donativos dos seus camaradas e o que angaria mais em património. E esta hein? O Partido mais rico de um País Ocidental e com mais património é um Partido Comunista, dá que pensar.

As Vacas Voam.

Espero que a mini aula de contabilidade ajuda a aumentar um pouco os conhecimentos financeiros. Não temos só que fazer combate, temos que ajudar as pessoas a compreender.

Mauro Oliveira Pires

E tudo Trump Levou

Donald, filho de Fred Trump, e este filho de alemães emigrados nos EUA. A família de Trump queria o sonho Americano, queria um local onde poderia assentar, ser feliz e tirar rendimento do seu esforço pessoal e viver com dignidade. Enriqueceram, Fred teve Trump. Mais tarde, Fred concedeu a Donald 1 milhão de dólares para este construir o seu futuro, ou melhor, tentar construir. A simples prática da entrega de uma quantia avultada de dinheiro podia ser um peso para o Jovem Donald, não foi. Já de cedo se via a ambição, a coragem, a vontade criativa de desmontar o complexo. Donald Trump sempre foi o “fora da caixa”, o “irreverente”, o “egocêntrico” desde sempre, mas quando sabes que és bom neste Mundo mesquinho e tens qualidades e as queres demonstrar aos olhos dos outros, a chacina é sempre a ode das más línguas trapaçeiras.

Com 1 milhão de dólares na mão, Donald podia fazer como os outros miúdos de Manhattan oriundos das famílias mais abastadas, ou seja, ser arrogante. O ser arrogante dos aristocratas mais jovens era viver do dinheiro alheio e ficar à sombra desse mesmo dinheiro, Donald queria muito mais, e foi à procura do seu sucesso. Tal como o Pai Fred, Trump investiu no Imobiliário, Donald tinha jeito para a coisa. Olhou para Manhattan como ninguém tinha visto, era um bairro como os outros, mas Trump via potencial. Construiu, enriqueceu e nos anos 80 já era dos Homens mais ricos do Mundo. Como todo e qualquer empresário, fez más escolhas, mas, lá está, quem não fica no sofá arrisca e pode perder ou ganhar, Trump perdeu e ganhou como qualquer empreendedor, foi à falência e reergueu-se à Donald, passando por cima de todos como um tractor.

Disciplinado, demais até no trabalho, mania das grandezas, dizem, narciso, dizem outros, corajoso e criativo, dizem os que sussurram, Trump é isto e muito mais, é um Self made Men, um Homem com energia e com espírito Americano. Mas, há uma coisa que os democratas Globalistas não perdoam, não fez carreira a parasitar os outros, não precisou da política para chegar onde chegou, claro que teve conexões, por exemplo com o Mayor de Nova Iorque, não se davam bem, mas entendiam-se no essencial, especialmente para ter vantagens fiscais, aproveitava-se das falhas do sistema e fazia bem. Trump renovou Nova Iorque, deu lhe estilo e vigor, os políticos de cartilha tem medo, muito, receiam que o Homem que não tem a maçonaria por de trás acabe com o ninho de influências e de teatro mal feito que tanto democratas como republicanos faziam no passado e fazem no presente.

Trump é um remédio “feio” necessário ao vírus “bonito” do establisment. Trump é estritamente necessário para acabar com a classe política vigente e criar outra nova, uma classe que tem que ter como base o mérito, os melhores, não os do Partido escolhidos a dedo, ou por favores, ou ainda retirados e formatados das juventudes Partidárias como de fornadas fossem. A comunicação social quer lhe na rua, os líderes Mundiais que servem o politicamente correcto querem no na rua, a fantochada que se tornou o planeta terra quer Trump na rua, mais um motivo para se gostar dele. Trump não é carneiro.

A Clinton News Network(CNN) entre outra comunicação social de cartilha tem que se esforçar mais, a sua reeleição está à porta! Obrigado Donald!

Mauro Oliveira Pires

As 150.000 Cabras de Sócrates

Imaginem que as cabras querem um salário, imaginem que começam a lutar por direitos adquiridos, imaginem que o Arménio arranja uma trolha e se junta ás meninas, depois como fica o Governo na História? A culpa é do Passos Coelho claro.

Imaginem outra vez que não lhes apetece o “combustível da floresta”, e temos um problema com caviar do pastor, imaginem também que só comem erva dos Açores e isto tudo foi dinheiro mal gasto.

Imaginem uma última vez que José Sócrates teve a ideia em 2010 e deu BOLA. Que o seu ex braço direito a tenha ressuscitado da cela não admira, resta saber se as Cabras  se revoltam contra os patrões, isso é que era de louvar!

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Costa, a inovação das cabras já não se faz, parece que as 150 mil cabras de Sócrates não chegam…

Vejam a segunda foto em Partido Libertário.

Não vamos sair do Pântano

Um Europeu normal que conheça a política portuguesa nos seus mínimos, sabe como funciona a desgraça piroclástica do pântano à beira mar queimado. Os interesses por detrás de cada partido, o “pote de mel” que todos querem e que não chega para todos, desde tachos partidários para os jotinhas mais incompetentes à promoção dessa mesma mediocridade paleolítica a deputados é o pão nosso de cada dia aqui no País dos deslumbrados. Em Portugal PSD e PS que são os Partidos “rotativos” da Governação deviam ter pontes de entendimento no essencial, não falo do Bloco Central de interesses, falo de pactos de regime em áreas essenciais como Impostos, previsibilidade fiscal e corte dos mesmos portanto, reformas económicas e Estado. Claro que isto é um conto de fadas digno de um Livro sobre Vacas Voadoras, mas nós nem tentamos partimos logo para o combate político que não interessa a quem paga contas ao final do mês e a quem paga salários.

Os políticos de Lisboa fazem o seu teatro, falam de cartilha, são opacos por fora e por dentro, não basta dizer que está tudo podre, temos que perceber porquê, as origens do nosso retrocesso e de sermos a cauda da Europa, já basta de baixarmos os braços para eles nos continuarem a exigir cada vez mais dinheiro que vem do nosso esforço pessoal só porque o Estado deixou de ser o agente regulador, para ser um agente de compra de votos, uma central de interesses para os mesmos de sempre. O protesto é uma boa arma, mas eles sabem que não temos esse feitio, o povo português tem que ter mais conhecimento financeiro, mais literacia nesse campo, porque ao analisar um político basta ouvir o discurso um minuto para nos apercebermos ao que vem, o político português é isto, FÚTIL!

O processo de escolha dos futuros deputados é sempre a mesma em Portugal, segue a mesma linha, o mesmo critério, a amizade, o amiguismo, o companheirismo, se cada deputado em Portugal tivesse que lutar por um voto, como se faz noutros Países, falo dos círculos uninominais, talvez os melhores se chegassem à frente, felizmente que hoje em Portugal os melhores se vão embora, porque quem quer aturar políticos que não querem reformar o País sendo estes de qualidade duvidosa é vivermos constantemente no equilibrismo, no precipício e na instabilidade. Se lá fora conseguimos retirar todo o nosso potencial porque o ambiente não é de inveja alheia e de podridão, a oportunidade é para se aproveitar. Mudar um País que não quer ser mudado é difícil mas é possível, mas o novo antídoto é ter cá a Troika mais de 10 anos.

Se queremos ser um País diferente, temos que ter políticos diferentes, responsáveis, com sentido de Estado que saibam colocar os interesses do País à frente de tudo e não pensar nas estruturas partidárias, em Portugal quem não liga logo é chacinado, é o País que temos. Se queremos crescer temos que mudar o modo como tratamos a Iniciativa Privada, primeiro baixar impostos, desburocratizar, facilitar a vida a quem produz riqueza verdadeiramente, temos que fomentar uma sociedade de proprietários, não de subsidio-dependentes, um País onde o risco seja a palavra de ordem, onde se tenha orgulho de cortar relações com o Estado e efectuar o seu próprio caminho.

Mostro aqui um gráfico que fiz sobre as Taxas de IRC praticadas em maioria dos Países da Europa de Leste e a nossa aqui em Portugal:

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FONTE: Trading Economics

A azul temos a taxa de IRC de 2016 e a vermelho de 2017.  Portugal tem em 2017 uma taxa de IRC aplicada ás empresas(temos depois várias subdivisões no imposto), de 21% acima da média de 16,5% praticada nos Países de Leste. Pergunto, como queremos crescer se maioria dos Países Europeus de Leste tem taxas de imposto mais baixas para os empreendedores e custos de contexto igualmente mais baixos? Como quer um País crescer se maior parte da constituição do preço dos combustíveis em Portugal é de impostos? Como quer um País atrair investimento estrangeiro se tem dos preços mais elevados a pagar pela electricidade em paridade e poder de compra?

Temos que baixar impostos, mas para isso temos que diminuir despesa pública, tocar nas clientelas falando para português ver. Se não o fizermos, a Venezuela será um Paraíso.

Mauro Oliveira Pires

 

 

 

A verdade é como um rato

Desta vez a foto diz tudo, é preciso acrescentar alguma coisa? Vamos a factos rápidos:

     1.É o Partido que tem os Jornais do seu lado e os aventais;

     2. É o Partido que desde 1995 governa mais tempo e no tempo do dinheiro, os outros governam em vacas voadoras magras;

    3. Partido que quer controlar o orçamento e os órgãos de decisão para proveito próprio como em qualquer País fascista.

Chamam a isto um País normal?  

Os Conselhos de Paula Bobone ao doutor Costa

A sempre domesticada de comportamentos fúteis, a Senhora Professora Mestrada Doutora Paula Bobone, escreveu e publicou muito recentemente um livro de “etiqueta” onde coloca mais uma vez, em folhas de papel, o seu dom cáustico de ensinar o ser humano a ser melhor dentro das suas possibilidades esotéricas de estupidez. Numa categoria estratificada de etiqueta social, com mais uns pós de construções sociais pelo meio, a Senhora Professora Mestrada Doutora no seu livro “Domesticália” ensina os empregados:” A receber, servir e tratar os patrões com bons modos”. Neste País de bons modos superficiais está o inferno cheio, são todos de pedigree, ninguém é pobre, todos tem um BMW a crédito à porta num contexto domesticálico devíamos ler a Bobone, só para.. Não nos comportarmos como ela? Acho que não chegámos a tanto camaradas…

Mas, há uma criatura que vive em Sintra, num Palacete giro, bastante IN até, muito à frente do seu tempo, onde o novo Imperador da política em Portugal, o Xor Costa, o  nova Merkel do vira à esquerda e à direita, o casa com todos e não se divorcia de ninguém,o bígamo, acho que precisa de umas lições domesticálianas da Senhora Bobone. Não é que ela possa fazer de Bobo da Corte, já que  a criatura em questão pode não ter arranjo, mas ao menos ensinar o Camarada António a ser, não sei… Mais correcto a tratar bem o bom Português! É que, caros leitores, o tempo passa e a síndrome do ouvido estalado está me a causar formigueiro, quando tal ser Humano passada na televisão em plena Assembleia da República há algo que me inquieta… Lá no fundo é “prelenamente” possível que seja só um António Costa, uma espécie de características qualificadamente amorfas.

1ª medida Boboniana:

  •     No inconseguimento de não conseguir gerar palavras lusitanas em tom de Cascais por favor dirigir-se ao Centro de Treinos de Alcochete e falar com o seu mestre linguístico.

2ª medida Boboniana:

  •    Num cenário de expulsão do Centro de Treinos de Alchochete por mau posicionamento táctico linguístico dirigir-se à Maria Helena Martins.

3ª medida Boboniana:

  •    Colocar o dinheiro em cima da mesa e ir se embora, seja feliz!

Claro que temos sempre uma amostra da desgraça, ele precisa de aulas urgentes Doutora Bobone, seja célere na execução das suas magias de Professora Karamba. Já mostrei este vídeo por aqui 2 vezes, coloca uma terceira, mais uma desgraça nunca é demais.

 

 

Para quem não tinha assistido antes entende esta mensagem que hoje escrevo? Oh Bobone fazemos uma Vaquinha Voadora e 2 bilhetes para a India, com tudo pago, tudo tudo tudo, inclusive uma mala com livros teus, talvez te domestiques também camarada.

Mauro Oliveira Pires